28/03/2015 - Sozinho, estudante de Confresa constrói robô em um mês e recebe prêmio

28/03/2015 - Sozinho, estudante de Confresa constrói robô em um mês e recebe prêmio

A construção de um robô espião rendeu ao estudante Willyan Arruda de Araujo o 2º lugar na Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace), realizada em São Paulo, entre os dias 16 e 21 deste mês. O adolescente, de Porto Alegre do Norte, a 1.143 km de Cuiabá, disse ter demorado um mês na confecção do chamado ‘Robô espião: Uma ajuda em operações táticas’.

O equipamento sustentado pela energia solar foi construído no ano passado, quando o adolescente ainda cursava o ensino fundamental. Agora, ele faz o 1º ano do ensino médio, no Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), no município de Confresa, a 1.160 km da capital, e se desloca diariamente para estudar.

Esse foi o segundo robô que ele construiu. O primeiro foi de menor porte, só para testar os conhecimentos e de baixo custo. “Comecei a fazer o primeiro robô em julho e terminei em três meses. Gastei R$ 280 com a criação dele”, afirmou. O robô tem 20 centímetros de altura e 30 centímetros de largura.

Já o outro robô foi fabricado em dezembro de 2014, com tamanho maior que o outro. “Ele ficou bem diferente do outro, bem maior e melhor. Ele teve o custo de R$ 4.800 e montei em um mês”, disse o estudante. Ele ainda contou que, primeiro, constrói os robôs na mente, pensava nas peças e depois montava.

Para a construção, ele contou com a ajuda dos moradores da cidade dele. “Arrecadei um pouco mais do que usei nos robôs, mas o restante ajudou em uma parte para ir até a feira em São Paulo. Agradeço a todos por isso, pois não conseguiria este valor”, afirmou.

O robô foi criado visando a segurança das pessoas, pois pode capturar imagens em tempo real de áreas de desmoronamento, incêndio, riscos de explosão e mandar para o monitor do usuário. “Coloquei uma câmera de ré de carro e o robô é monitorado por uma pessoa que fica com um controle chamado ‘donador’, usado para aviões de brinquedo. Ele move os braços e anda de acordo com o que os comandos do controle”, afirmou. O controle sem fio consegue manter o robô em 500 metros com curvas e obstáculos e pode chegar a 1 km sem que haja nenhuma barreira no local.

O robô tem a estrutura de ferro, semelhante a de tanques de guerra, segundo o criador. “Ele é parecido com tanques de guerra. Os pés dele é de esteira e para andar em lugares não cimentados”, disse. Willyan contou que, após a montagem, o robô apresentou problemas. “Terminei de montar e vi que ficou um pouco estranho na parte de fora, o designer não ficou muito legal. Ele ficou muito grande, não conseguia andar direito. Meu pai me ajudou com algumas ideias e então fiz alguns reajustes”, relatou o adolescente.

O estudante foi à feira acompanhado dos pais e da orientadora dele, que dá aula de ciências para ele. Ele levou os dois robôs e mostrou a eficiência deles para o público. “Fazia com que pegassem objetos do chão para dar às pessoas”, contou. Após a boa colocação na feira, ele ganhou credenciais para participar da ‘Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia’ (Mostratec), no Rio Grande do Sul, e poderá divulgar o projeto em uma revista de ciência.

Agora, a intenção de Willyan é criar um robô autônomo. “Quero alcançar esse objetivo para que ninguém precise ficar monitorando”, afirmou. Ele disse que estudar e criar robôs são seus principais ‘hobbys’. “Chego em casa e vou fazer meus trabalhos, atividades e depois dou uma olhada nos meus robôs, o que tem para melhorar, o que tem para fazer. Quase não assisto televisão”, afirmou.

 

 

CoNews

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