28/04/2016 - RUMO AO PACÍFICO - Visita aos portos acende “farol” de interesse dos produtores

28/04/2016 - RUMO AO PACÍFICO - Visita aos portos acende “farol” de interesse dos produtores

A visita a duas regiões portuárias do Pacífico, em Iquique e Arica, no Peru, aumentou a esperança de que, assim que ocorridos todos os investimentos necessários em infraestrutura de logística, seja possível exportar a produção agropecuária de Mato Grosso por esse Oceano. A impressão é compartilhada pelo presidente do Sistema Famato/Senar, Rui Prado, e os presidentes de sindicatos rurais que acompanham a Caravana da Integração na comitiva da entidade. A expedição realiza seu último dia de visitas nesta quarta-feira (26/04).
 
“Hoje, ainda não é viável. É preciso fazer muitos investimentos, de pavimentação, por exemplo. Investimentos que têm que ser feitos por outro país, a Bolívia. Então, hoje é um sonho, mas que pode ser uma realidade e trazer benefícios para nós, mato-grossenses”, ponderou Prado.
 
O presidente do Sistema Famato/Senar disse entender que a América do Sul é um claro mercado consumidor para Mato Grosso e que o investimento na concretização da rota favorecerá não só a exportação dos produtos estaduais, mas o fomento das economias locais.
 
“Temos todo interesse nesta rota. Ela não está ainda implementada, mas à medida que desenvolver novos caminhos para produção agropecuária de Mato Grosso, com certeza todos sairão ganhando. Não estou falando só de soja, mas de algodão, das carnes, dos derivados, como o couro. Enfim, tudo que produzimos no estado de Mato Grosso nós devemos alcançar novos mercados como Chile, a Bolívia e o Peru”, comentou.
 
A presidente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis, Giovana Velke, enumerou as oportunidades que a integração com os países da América do Sul, e especial Chile, Bolívia e Peru, pode proporcionar, inclusive quanto ao aumento nas vagas de trabalho e na renda das populações envolvidas.
 
“Essa integração representa um avanço muito grande pra todos os países, porque é uma nova oportunidade surgindo, oportunidade em que ambos vão ganhar. Mato Grosso precisa melhorar suas exportações e também ter mais opções de importações, e essa rota é uma excelente chance para que todos ganhem com isso. Mato Grosso tem hoje uma grande diversidade agrícola. Plantamos muitas coisas além da soja e do milho. Nós podemos trazer, para nossos vizinhos, alimentos. E nós precisamos também de tecnologia nova, de facilitação para trazer esses produtos ao nosso país por meio da China, por exemplo. Além de gerar trabalho para todos os países. Isso é muito bom, porque trabalho gera renda, renda gera crescimento para nação em geral", avaliou Giovana.
 
A busca por novos mercados também é o ganho identificado pelo presidente do Sindicato Rural de Aripuanã, Aparecido Piola, que acompanha a Caravana. Em sua opinião, o Brasil tem perdido grandes oportunidades de exportação por ser muito focado apenas em grãos e carnes. “Aqui tem muito mercado a ser explorado. Infelizmente, o Brasil perdeu muito mercado nos últimos dez anos. Porque só pensa em exportar soja, milho e boi, e voltado para os mercados asiático e europeu. Me parece que temos um nicho de mercado muito bom aqui e não estamos sabendo aproveitar”, ponderou.
 
Antenor Utida, produtor rural em Campo Novo do Parecis e membro da diretoria do Sindicato, disse entender que o melhor caminho para estabelecer as rotas é a adoção de ferrovias, tendo em vista menores dificuldades de transporte. Porém, também enxerga na região um oportuno mercado consumidor, principalmente pelo fato de a produção agropecuária ser muito pequena nos países visitados durante a Caravana. “A ferrovia seria melhora do que a rodovia. Não dá para fugir muito disso por conta da dificuldade imposta pelas montanhas. Mas é um mercado consumidor interessante, porque eles não produzem nada. E tem muita gente aqui na América do Sul”.
 
O secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, que acompanha a expedição, reconheceu que o transporte de grãos e produtos a granel enfrentará dificuldades para atingir os portos do Pacífico. Mas disse apostar na agregação de valores aos produtos agropecuários do Estado para inserção no mercado local e exportação pelos portos do Chile e do Peru.
 
“Ficou claro que será muito difícil ter acesso para produtos a granel. A viagem é extremamente longa, por caminhos estreitos e atravessa os Andes, que é uma barreira natural muito difícil de ser vencida. Para dar acesso a esses produtos precisa ter mais valor agregado. Ao invés de exportar o milho, a soja, vamos exportar os cortes de carnes para a região, por exemplo. Agregando valor com produtos mais bem elaborados para que possa suportar não só saindo a granel, mas principalmente para transporte de produtos em containers”, esclareceu reforçando que, diante disso, ainda há o desafio de fortalecer a agroindústria mato-grossense.
 
 A viagem já atravessou a Bolívia, o norte do Chile e se encerra com a visita da cidade portuária de Arequipa, no Peru. Por todas as cidades onde passou a Caravana, o governador Pedro Taques assinou cartas de intenção para promover a integração dos países visitados.

 

 

 

Assessoria

Água Boa News

28/04/2016 -

Data: 28/04/2016

De: migue

Assunto: estradas

seu governador de nada cuida de seu estado que precisa produzir primeiro para depois exportar então vamos arrumar nossas rodovias primeiro para depois pensar em ajudar outros paises, ate agora taques terei que ir de UBER pois vc ainda nao diz porque veio>>>>

Novo comentário