28/04/2016 - Cuiabá é uma das 10 cidades onde as pessoas mais ‘devem’ no Brasil

Cuiabá está entre as dez capitais do país com o maior número de inadimplentes, liderando o total de consumidores que não conseguem honrar seus compromissos mensais na região Centro-Oeste. De acordo com dados da Serasa Experian, a capital mato-grossense ocupa a 10ª posição do Brasil com 30,6% do volume de dívidas em atraso.

 

Para se chegar ao ranking, liderado por Manaus, com 38,1% do volume de dívidas vencidas, a Serasa Experian cruzou dados próprios sobre a porcentagem da população das capitais com dívidas atrasadas e pesquisas de rendimento e desemprego e o resultado comprovou uma associação entre estes números: na maioria dos casos, quanto maior o desemprego e menor o rendimento, maior a inadimplência.

 

O comparativo considerou os dados da Serasa Experian referentes ao percentual de inadimplentes existentes em cada capital do país, a renda média mensal dos trabalhadores empregados e o desemprego, ambos de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio – PNAD Contínua – do IBGE, no período de outubro/novembro/dezembro 2015.

 

Nesse contexto, Cuiabá surge com a 19ª maior taxa de desemprego (7,5%) e o 16º menor rendimento do país, média de R$ 2.303. No Centro-Oeste, Brasília ocupa a 11ª posição nacional em relação à taxa de inadimplência. Goiânia é a 16ª e o Mato Grosso do Sul, a 25ª.

 

A análise mostra que entre as nove capitais brasileiras com os maiores percentuais de inadimplência (Manaus, Porto Velho, Macapá, Palmas, São Luís, Teresina, Boa Vista, Maceió e Belém), em sete delas (Manaus, Porto Velho, São Luís, Teresina, Boa Vista, Maceió e Belém) o rendimento está entre os dez piores do país. Cinco delas (Manaus, Macapá, São Luís, Maceió e Belém) concentram as sete taxas de desemprego mais altas.

 

Manaus (AM), a capital com o maior percentual de dívidas atrasadas do Brasil, (38,1%), tem a 6ª maior taxa de desemprego (11,1%) e o 10º pior salário médio (R$ 2.020). São Luís (MA) está em 5º lugar no ranking da inadimplência (36%), foi a segunda que mais desempregou (taxa de 13,5%) e possui a 2ª renda nacional mais baixa (R$ 1.609).

 

Segundo os economistas da Serasa Experian, o crescimento do desemprego e a menor renda reduzem a capacidade de pagamento dos consumidores. “Dado que a inflação corrói o rendimento e o desemprego o destrói, o atual ambiente econômico marcado por inflação elevada e desemprego crescente forma uma combinação que pressiona os níveis de inadimplemento”.

 

INVERSO - Por outro lado, Curitiba, na 24ª posição do ranking de inadimplência (24,7%), teve uma das menores taxas de desemprego do país (5,5%) e sustenta a 6ª maior renda (R$ 2.858). Florianópolis, a cidade com o menor percentual de inadimplentes entre as capitais brasileiras (22,3%), teve a 5ª menor taxa de desemprego do país (5,9%) e seus consumidores recebem, em média, a 5ª maior renda brasileira (R$ 2.962). Já São Paulo, capital posicionada no penúltimo lugar da lista de inadimplência (23,9%), tem o 3º maior salário (R$ 3.368) e foi a 14ª no ranking do desemprego (taxa de 8,9%). 

 

 

 

Fonte: Mariana Peres com Diario de Cuiabá

28/04/2016 -

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