28/10/2015 - Greve acaba e bancos retomam atendimento nesta quarta-feira

Os bancários de Mato Grosso decidiram encerrar a greve geral, após assembleia-geral realizada na tarde desta terça-feira (27).
 
Com isso, todas as agências devem retomar o atendimento à população na manhã desta quarta-feira (28), após 22 dias de paralisação.
 
Segundo o diretor do Sindicato dos Bancários de Mato Grosso (SEEB-MT), Clodoaldo Barbosa, a categoria observou que, diante da retomada dos serviços em 24 estados e no Distrito Federal, o movimento grevista ficou “enfraquecido”.
 
“Não tínhamos como continuar com a greve, somente nós e Roraima. Mas avaliamos que a greve foi satisfatória, porque conseguimos sair de uma proposta inicial feita pelos bancos de 5,5% de reajuste para 10%, o que já cobriu a inflação de 2014”, disse
 
Durante a assembleia, os bancários também aprovaram uma moção de repúdio contra o Banco Central e a Caixa Econômica Federal.
 
“Nessa moção nós exigimos que os dois bancos realizem mais contratações, chamem aqueles que foram aprovados em concurso”, afirmou.
 
Proposta
 
A proposta feita pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) é de 10% de reajuste nos vencimentos e benefícios – acima da inflação de 9,88% de 2014 – e aumento de 14% nos vales refeição e alimentação.
 
A federação também propôs abonar 63% das horas dos trabalhadores que cumprem jornada de seis horas – em um total de 84 horas – e 72% das horas para os funcionários que cumprem jornada de oito horas por dia, totalizando 112 horas.
 
As negociações tiveram início com os banqueiros oferecendo 5,5% de aumento nos salários e benefícios. Na segunda rodada, a proposta foi de reajuste de 7,5% e, na terceira rodada, o aumento oferecido foi de 8,75%.
 
Os bancários reivindicam reajuste salarial de 16%, com piso de R$ 3.299,66 e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários, acrescido de R$ 7,2 mil, além de vales alimentação e refeição e auxílio creche/babá de R$ 788.
 
Pagamento de cursos superiores e de pós-graduação também são reivindicados, bem como melhorias nas condições de trabalho e segurança, com o fim de metas consideradas “abusivas” pela categoria.

 

 

 

Lislaine dos Anjos

DO G1 MT

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