28/10/2015 - Polícia prende assassinos de enfermeira; amante mandou matar

28/10/2015 - Polícia prende assassinos de enfermeira; amante mandou matar

A Operação Polígamos foi deflagrada nesta terça-feira (27) pela Delegacia de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP) para cumprir mandados de prisão preventiva de suspeitos de participação no homicídio da técnica em enfermagem, Thelma Siqueira Pacheco, em 21 de junho. Seis pessoas já estão detidas e uma ainda se encontra foragida. Entre os presos está Lafayete Oliveira, amante da vítima e acusado de ser o mandante do crime.

O delegado da DHPP, Antônio Carlos Araújo, explicou que a investigação aponta que Lafayete foi o mandante, fato confirmado por testemunhas, que informaram que ele e a vítima eram amantes e mantinham um relacionamento público há cerca de 8 anos. No final de 2014, Thelma descobriu que seu namorado era casado e a partir deste momento "a vida dela se transformou em um inferno".

No dia 25 de janeiro ela foi atropelada ao ser perseguida por um automóvel branco. A Polícia trabalha com a hipótese deste acidente também ter ocorrido a mando do amante que tentava se livrar dela após a esposa descobrir o relacionamento extra-conjugal.

O delegado informou que Lafayete disse em depoimento que Thelma era uma psicopata e teria dito que não iria deixa-ló por nada e que ele poderia fazer o que quiser com ela.

As investigações apontam que o amante queria assustar a técnica de enfermagem para que desistisse dele. No momento do crime Lafayete estava indo encontrar Thelma em casa. Após saber da morte, disse para a esposa Ivone Carvalho de Oliveira Rocha que procurasse abrigo na casa de familiares em Mirassol D’ Oeste (300 km oeste de Cuiabá).

Washington da Silva, também preso, é acusado de ter feito o disparo que matou a técnica. Ele estava na garupa. Jackson, que pilotava a motocicleta utilizada no crime também está detido.

Jeniffer Silva Oliveira, 19 anos, está presa sob suspeita de ajudar na localização da casa da vítima para que os disparos posteriormente fossem efetuados.

No início da investigação, a suspeita era de que a esposa de Lafayete, Ivone, fosse a mandante do assassinato. Após depoimentos foi descartada a participação dela. 

Assim como a vítima, o amante e a esposa também são técnicos em enfermagem. Foi constatado que ele batia ponto no hospital e ia para a casa de Thelma passar a noite. Depois do crime, acabou sendo demitido. Atualmente trabalhava no Pronto-Socorro de Várzea Grande e Hospital Universitário Júlio Müller.

 

 

Jéssica Moreira, repórter do GD

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