28/12/2011 - Falece o juiz federal aposentado e advogado renomado Clóvis de Mello

 

Deve ser velado ainda na noite desta terça-feira (27) o corpo do juiz aposentado e advogado Clóvis de Mello, que faleceu hoje em Cuiabá segundo informou em nota a seccional de Mato Grosso da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
 
Figura querida na sociedade cuiabana e ex-presidente da Academia Matogrossense de Letras, Clóvis atuou não só como advogado de renome e um dos primeiros juízes federais em Mato Grosso. Ele foi professor de Direito, chefe de polícia do Estado (equivalente a secretário de Segurança Pública), consultor jurídico do governo Júlio Campos e sub-chefe da Casa Civil. Na OAB, foi conselheiro federal e estadual e vice-presidente da seccional em Mato Grosso na gestão da agora desembargadora Maria Helena Póvoas. 
 
Além de estender sua solidariedade a parentes e pessoas ligadas a Clóvis de Mello, a OAB informou na nota à imprensa que organizará o velório na sede da seccional no Centro Político Administrativo assim que o corpo for liberado.
 
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ) também lamentou, por meio de nota, a morte do jurista, que é pai do juiz titular da Terceira Vara da Comarca de Sinop, Clóvis Mário Teixeira de Mello. 
 
A nota do TJ informa que Clóvis estava internado no Hospital Jardim Cuiabá, na Capital, com complicações de saúde.
 
A advogada Luciana Serafim, que também já foi vice-presidente da OAB, externou sua tristeza pela morte de Clóvis, que vinha sofrendo nos últimos dias. “Isso porque ele sempre foi tão falante, tão elétrico... Vai ficar só a saudade em nossos corações”.
 
Serafim conta que, apesar da perda, se sente alegre por ter tido a oportunidade de homenagear Clóvis antes de sua morte na primeira edição da revista jurídica da OAB, dando-lhe o devido reconhecimento que até então o jurista não recebera. 
 
“Foi um grande prazer conviver com ele na diretoria da OAB. Não tinha quem não o conhecia. Ele foi um advogado extremamente aguerrido e jamais deixou o direito dele e dos outros ser vilipendiado”, resume Serafim.
 
O juiz Julier Sebastião da Silva, representando a Justiça Federal em Mato Grosso, também emitiu nota se solidarizando com amigos, parentes, companheiros de profissão e admiradores de Clóvis de Mello, cujo falecimento classificou como “uma perda enorme para o Judiciário de Mato Grosso”
 
“Sua vida foi marcada pelos serviços prestados à Justiça de Mato Grosso. Ele destacou-se, ao longo de décadas, como um dos mais consagrados juristas do Estado”, registra a nota.
 
Academia
 
A presidente da Academia Matogrossense de Letras, Nilza Queiroz, lembrou que Clóvis, seu contemporâneo, já brilhava quando aluno da antiga Escola Modelo Barão de Melgaço. Foi lá que desenvolveu seu talento de orador. Nilza destaca episódios no qual Clóvis, então com cerca de 12 anos, representou os alunos falando diretamente ao presidente Getúlio Vargas e ao interventor do Estado, Júlio Müller, de quem ganhou a primeira caneta de pena de metal. 
 
“É irreparável essa situação. Ele era um membro dedicado, já foi nosso presidente e é mais uma vaga que se abre. Nós perdemos um valoroso membro”, comenta Nilza, mencionando que, neste mês, a Academia já perdeu seu membro Natalino Ferreira Mendes, de Cáceres, que era vice-presidente. 
 
“A gente fica com aquela dolorosa interrogação”, resume Nilza, referindo-se à dúvida sobre quem deverá ocupar a vaga de Clóvis na Academia.
 
 
Da Redação - Renê Dióz

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