28/12/2013 - Riva diz que se PR apoiar PDT, "abandonados" farão estrago

O deputado estadual José Riva (PSD) alerta que coligações equivocadas podem representar a ruptura entre os filiados de qualquer partido. O social-democrata dá exemplo do namoro entre o PR e o PDT, que pode rachar a base republicana - composta por PMDB, PSD, PP e PT. “Não adianta coligar, se não levar a base. O PR não leva a base para o senador Pedro Taques (PDT), pode ter certeza que não leva, pode levar um pedaço, a parte que fica, seja maior ou menor, se encarrega de fazer o estrago”, avaliou o parlamentar em entrevista ao programa Tribuna CBN, nesta sexta (27).

  Acontece que líderes do partido republicano não descartam romper com a base governista e fazer aliança com os apoiadores do PDT – PPS, DEM, PSDB e DEM. O próprio presidente do PR, deputado federal Wellington Fagundes, já declarou que é preciso dialogar com todas as agremiações. Mas caso o namoro se concretize, Riva deverá ser um dos articuladores para que isso não aconteça. Tudo porque, é notório que o deputado não morre de amores pelo senador Taques.

  O cacique do PSD também utilizou o mesmo argumento para comentar a aproximação entre DEM e PDT. “Não adianta o senador Jayme Campos e o deputado federal Júlio Campos se aliar com Taques, que a base não vai e a gente sabe disso”, afirmou.

  Riva ainda fez um diagnóstico, atual, do cenário eleitoral ao governo do Estado que se desenha e aproveitou para cutucar o pré-candidato ao Palácio Paiaguás. “Qualquer que seja o candidato, vai ganhar a eleição porque a força do grupo é grande, dos municípios do interior é forte, vamos consolidar a candidatura que vai fazer frente e com certeza, será vitoriosa”, aponta o parlamentar em referencia a nomes como o do senador Blairo Maggi (PR), do empresário Eraí Maggi (PP), do suplente de senador Cidinho Santos (PR), do ex-vereador Lúdio Cabral (PT) e do juiz federal Julier Sebastião (sem partido).

  Sucessão

  O deputado aproveitou ainda pra reiterar que não disputará mais nenhum cargo político, pois já está há 26 anos na vida pública e isso, custou caro no campo pessoal e da saúde. “Temos nomes para serem os herdeiros políticos, como da minha esposa Janete, que está provando que é capaz à frente da secretaria de Cultura, da minha filha Janaina que é uma liderança nova, dinâmica e guerreira”, finalizou. (Com assessoria).

 

Tarso Nunes

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