29/01/2014 - Famato alega que produtores foram jogados na sarjeta e pressiona União

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Rui Prado (PSD), vai cobrar que o governo federal cumpra o acordo de alojar as famílias que foram expulsas da gleba Suiá-Missú, que dá lugar à terra Marãiwatséde. “Essas pessoas foram jogadas na sarjeta”, afirma Rui em entrevista ao RDNews. Para fazer com que a União cumpra o “pacto”, o presidente da Famato explica que a assessoria judicial analisa a melhor forma de agir. “Iremos tomar alguma medida judicial”, pontua. 

Em contrapartida, Ong´s da sociedade civil argumentam que essa nova invasão é uma afronta ao direito do usufruto exclusivo das terras indígenas. Isso porque o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a retirada de todas as famílias do local e o processo transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso. “Alertamos sobre a gravidade deste fato e a reincidência de atos de ilegalidade praticados contra as terras indígenas, em total desrespeito aos povos e à Justiça, solicitando que o Estado brasileiro tome medidas enérgicas para desestimular e punir atitudes criminosas como esta”, diz trecho da nota oficial que é assinada Conselho Indigenista Missionário, Greenpeace, Instituto Socioambiental e Operação Amazônia Nativa.

Rui Prado, no entanto, alerta que 24 pessoas vieram a óbitos após retira das famílias. “Muitas pessoas morreram de depressão”, ressalta o presidente. Em dezembro de 2012 cerca de 7 mil pessoas foram expulsas do local. Desde então, estão às margens da rodovia e na casa de parentes, a maioria vive abaixo da linha da pobreza e aguarda a ajuda do governo federal ou da União que nunca veio.

Outro que já explanou a intenção de ajudar as famílias é o deputado estadual José Riva (PSD). Na ocasião o parlamentar salientou ser compreensível a atitude das pessoas que retornarem ao local. Segundo o social-democrata, a população que vivia na gleba foi expulsa como animais. Riva não descartou também montar uma comissão para acompanhar in loco os procedimentos.

 

Tarso Nunes

Comentários

Data: 30/01/2014

De: eu

Assunto: reportagem

De todos os ângulos se veem espertalhões com a miséria do povo daquela localidade, políticos, vejam só ate o Greenpeace, Conselho indigenista Missionário " se fosse conselho missionário evangélico" duvido se teriam acesso a liberação de recursos do governo federal para defenderem os índios, sem falar nessas outras ongs motivo de piadas e cabide de empregos com o dinheiro público, que nós bem conhecemos, e quanto as pessoas que dali foram tiradas..quantas ongs estão lutando pelos seus direitos de homens, mulheres, crianças e idosos, que brutalmente foram arrancadas de seus locais de moradias e estão as margens das rodovias, de favor ou mendigando em outras cidades, inclusive topei com uma em Goiânia pedindo esmolas..de cortar o coração..portanto esse pessoal tem la seus empregos como sanguessugas avidas por dinheiro que esse governo tem em abundancia para esses parasitas que com a desculpa de ajudarem os pobres índios..sugam também seus recursos e suas vidas como os demais que servem de adubos para suas ideologias que nunca serviram para ajudar ninguém..um dia!...Chegara em que prestaram contas de seus atos..a começar na terra em vida...depois diante do criador..muitos iram rir..mas tão certo como o redentor vive..vocês pagaram!!!

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