29/05/2014 - NOTA DE ESCLARECIMENTO

Em relação aos desdobramentos da “Operação Ararath”, fruto da suspensão do sigilo, tenho a informar que:

1 – Durante entrevista coletiva concedida na segunda-feira (26), esclareci que houve sim, empréstimo junto ao empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnioir. Inclusive, conforme consta no inquérito, propriedades familiares como terrenos foram utilizados como garantias, o que comprova a legalidade da transação particular.

2 – Reafirmo que não houve nenhum tipo de negociação envolvendo dinheiro público e nada ocorreu em nome da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso.

3 – Recebi com estranheza a versão de que estaria “abastecendo o sistema”. Acredito que houve interpretação errônea do que foi dito por Gércio Marcelino Mendonça Júnior.

4 – Consta no inquérito que a minha única renda é como deputado estadual, o que não é verdade. É público, há muito tempo, que minha família possui propriedades rurais, o que representa a maior parte do orçamento familiar, inclusive com atividades no ramo da madeira, pecuária e agricultura.  

5 – Quanto à delação premiada promovida por Gércio Marcelino Mendonça Júnior, estou me inteirando do processo junto aos meus advogados para, no momento oportuno, resgatar a verdade dos fatos.  

6 - A minha prisão na quinta fase da “Operação Ararath” foi juridicamente ilegal, motivada por informações inverídicas e distorcidas que chegaram ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Tófolli, tanto é que houve a revogação assim que a verdade foi mostrada.

 

Deputado José Riva

Comentários

Data: 30/05/2014

De: FALO MESMO

Assunto: Riva

esse tinha que apodrece na cadeia junto com muitos da iguala a ele,o processo das calcinhas e outros mais,assembleia e cheia de marajá,aqui mesmo tem um monte de porcaria ganhando,ainda fala de ser candidato coloca a filha para ser canidata ,so vai muda a coleira os cachorro vão continuar.acorda gente esse ano e hora da mudança.................

Data: 30/05/2014

De: JULIANO DÁ O PRINT

Assunto: Re:Riva

VOU DELETAR ESSE SEU COMENTÁRIO, POIS ESTÁ FALANDO MAL DO MEU DEPUTADO FICHA LIMPA !
ELE MANDA TODO MÊS UM DIM DIM...
VOCÊ ACHA QUE ESSE SITE VIVE DO QUE ?
AQUI É IMPRENSA IMPARCIAL MEU FILHO !

Data: 29/05/2014

De: Deputado José Riva

Assunto: meus agradecimentos

Vanessa minha querida, obrigado pelo apoio que você está me dando ai em seu jornal !
Semana que vem já estarei depositando alguma coisa pra você.
Continue assim, só postando as noticias que a minha assessoria te envia e deletando os comentários de quem fala mal de mim.
Esquece esse negócio da minha prisão !
Um grande abraço
Deputado José Riva

Data: 30/05/2014

De: Kaulin

Assunto: Re:meus agradecimentos

Acho que esse povo mato-matogrossense está acordando para as oportunidades que estamos perdendo com políticos ficha suja não, ficha PODRE!!!!! O Riva , o governador, o João Emmanuel, enfim, este grupo que tem corroído nosso Estado.

Quero ver o resultado da Dinamica: NADA. Por isso que a prefeita de São José do xingu estava correta em não comparecer.

E hora de mudança!!!!!

Data: 29/05/2014

De: KKKKKKKKKKKK

Assunto: O MATADOR DE ESPERANCA rIVA

adrões de esperança num país mais justo
Publicado em 24 de maio de 2014 às 11:46 hs.
00rs0524arsRoque Sponholz: PF prende gato da Petrobras, Teori o solta. PF prende deputado rato de Mato Grosso, Toffoli o solta. “Não custa lembrar: Paulo Roberto Costa, que o ministro Teori Zavascki resolveu manter fora da cadeia, foi preso destruindo provas. Nunca antes na história deste Supremo, um preso nessas condições foi posto em liberdade.
Ou Zavascki não sabe direito o que está fazendo, uma hipótese ruim, ou sabe demais, uma hipótese pior.” Reinaldo Azevedo

Data: 29/05/2014

De: ZZZZZZZZZZZZZZZZ

Assunto: TA NA MIDIA

Riva foi solto por ser deputado, não por ser inocente

Se alguém tem tantas e insistidas acusações, de que teria desviado, em valores atuais, cerca de meio bilhão de reais, causa indignação e nojo ver os argumentos de Riva de que é inocente. O mesmo sentimento causa a manifestação de políticos parvos em seu favor e o comportamento de uns que se dizem jornalistas e bajulam o deputado cevados por dinheiro do erário



O analista Ademar Adams garante que, para o povo, a soltura do deputado Riva, após três dias de xilindró, deixa a impressão de que para os ricos e para os políticos existe uma lei e para o restante da população existe outra, bem mais rigorosa.


Da pagina do Enock

POR ADEMAR ADAMS

Riva não foi solto por ser inocente, mas apenas pelo fato de ser deputado e estar escondido atrás de uma tal imunidade que deveria proteger parlamentares de regimes de ditadura, não corruptos e ladrões do dinheiro público.

Mas para o povo, a soltura do deputado após três dias de xilindró, é a constatação de que para os ricos e para os políticos existe uma lei e para o restante da população existe outra, bem mais rigorosa.

Imaginemos que um ladrão de galinhas tenha contra ele 100 denúncias de roubo e for preso pela polícia suspeito de roubar um peru. Como se vê seguidamente, o delegado e o juiz iriam dar um jeito de mantê-lo na cadeia até o julgamento. E a condenação seria certa.

No caso de deputado do PSD, pesam contra ele mais de cem processos cíveis e criminais. Em várias das ações cíveis para ressarcimento do dinheiro, ele já foi condenado por juízes de 1º grau a ressarcir os cofres públicos. Alguns recursos já foram julgados pelas Turmas do Tribunal de Justiça, que mantiveram a condenação e o afastaram da presidência da Assembleia.

As ações penais tem tido um caminho mais tortuoso, pois para processar criminalmente um deputado, é preciso que a Assembleia conceda a licença. E jamais a corja de deputados concedeu essa permissão. A maioria porque é cevada pelo dinheiro desviado, como consta dos processos e outro por falta de coragem. Cagam de me medo do Riva.

É importante frisar que todas as ações contra Riva, menos essa que o levou em cana, são de autoria do Ministério Público Estadual (MPE). A fora as bravatas do deputado agredindo o órgão, que os procuradores chefes covardemente nunca responderam, o MPE é uma instituição séria e de muito crédito junto à população.

Se alguém tem tantas e insistidas acusações, de que teria desviado, em valores atuais, cerca de meio bilhão de reais, e este jornalista leu todas as peças do MPE, causa indignação e nojo ver os argumentos deste político de que é inocente. O mesmo sentimento causa, a manifestação de políticos parvos em seu favor e o comportamento de uns que se dizem jornalistas, e bajulam o deputado cevados por dinheiro do erário.

Ver as manifestações em favor do deputado ao retornar do cárcere, sem a devida e necessária crítica em alguns meio de comunicação, dá a impressão de que ainda estamos num passado remoto. De quanta vergonha na cara precisa o povo de Mato Grosso para ir às ruas pedir a cassação desse parlamentar?

Ele diz que decidiu não ser mais candidato. Decidiu não, ele está ficha suja e não poderá ser candidato. É bem diferente.

Ararat ou Arariva?

A relação de Riva com Júnior Mendonça deve ser medida a partir desses números: em três anos, meados de 2008 a maio de 2011, a Assembleia pagou para a Amazônia Petróleo cerca de 15,5 milhões de reais, por 4,83 milhões de litros de gasolina. Eu tenho as provas.

Convenhamos: 1,6 milhões de litros de combustível dá para fazer 16 milhões de km por ano. Dava para fazer 10 mil viagens de ida e volta à Juara, ou dar quatrocentas volta ao globo terrestre.

O deputado declarou ao vivo na TV que só o gabinete dele tem 40 veículos. Nem Dilma, nem Putin e nem Obama tem tantos carros à disposição como esse deputadinho. É um escândalo!

ADEMAR ADAMS é jornalista em Cuiab

Data: 29/05/2014

De: POVAO

Assunto: TA NA GLOBO

osé Geraldo Riva, um político com mais de 100 processos
Presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso constrói uma biografia marcada pela habilidade em escapar da Justiça



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THIAGO HERDY
Publicado:
2/03/13 - 18h08
Atualizado:
2/03/13 - 18h09
José Geraldo Riva Foto: Maurício Barbant / ALMT
José Geraldo Riva Maurício Barbant / ALMT
Réu em mais de uma centena de processos nos âmbitos cível e criminal em função de suspeita de participação no desvio de R$ 65,2 milhões dos cofres da Assembleia Legislativa do Mato Grosso e outros crimes, José Geraldo Riva (PSD) sempre foi considerado um homem de sorte. Eleito deputado estadual em Mato Grosso pela primeira vez, em 1994, alterna há 18 anos o cargo de presidente e 1º secretário do Legislativo.
O alto posto serviu para articular, por exemplo, a aprovação de lei que tentava tirar da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular de Cuiabá todos os processos por improbidade administrativa a que ele mesmo responde. Garantiu por um bom tempo a suplentes de deputados estaduais gabinete com quase duas dezenas de funcionários. Aprovou lei que autorizou a exploração de loteria por empresas privadas. Em dezembro, até o regimento interno da Casa foi alterado para que pudesse passar a ser conduzido continuamente à presidência do Legislativo.
Seja aliado ou adversário, no Mato Grosso todos veem no gesto o propósito de assumir em breve o governo do estado na condição de atual presidente da Assembleia. Isso ocorrerá caso o atual governador, Silval Barbosa (PMDB), deixe o posto para disputar uma vaga no Senado, e o vice, Chico Daltro (PSD), garanta vaga no Tribunal de Contas do Estado.
Mas, mesmo sem assumir o cargo de governador, a rede de influência construída pelo deputado ao longo dos anos já o torna o político mais habilidoso de Mato Grosso. Riva é unanimidade entre os parlamentares estaduais, que ignoram solenemente sua ficha judicial.
Com o governo estadual, ele mantém parceria estreita, cuida dos núcleos sistêmicos que concentram compras, indica postos-chave em secretarias e ainda garantiu um cargo para a mulher, Janete Riva, hoje secretária de Cultura e processada por crime ambiental.
O ex-chefe da Polícia Civil Paulo Rubens Vilela foi denunciado na Justiça Federal por quebra de segredo de Justiça e prevaricação ao avocar para si investigação de crime eleitoral em Campo Verde (MT) nas últimas eleições e beneficiar Riva. Vilela viajou em avião do parlamentar só para buscar documentos apreendidos pelo delegado local. Dois anos depois, na primeira eleição municipal do PSD, o deputado ajudaria a eleger 39 prefeitos no estado, o maior índice de Mato Grosso.
— José Riva funciona como um coração: bombeia sangue para todo o corpo. E em partes iguais — ironiza Gabriel Novais Neves, ex-reitor da Universidade Federal de Mato Grosso, ao ser perguntado sobre os motivos da força política de um parlamentar que enfrenta tantos problemas com a Justiça.
A maior parte desses problemas decorre do desvio de R$ 65,2 milhões da Assembleia entre 1999 e 2003, fraude realizada em parceria com João Arcanjo Ribeiro, “O Comendador”, principal líder do crime organizado e do jogo do bicho em Mato Grosso, atualmente detido em presídio federal.
Na condição de ordenadores de despesas da Assembleia, Riva e outro deputado, Humberto Bosaipo, usavam uma rede de empresas-fantasmas para forjar gastos com gráficas, serviços de limpeza e reparos, segundo o MP. Os cheques que pagavam as despesas eram “comprados” pela Confiança Factoring, empresa ligada a Arcanjo que liberava os recursos, em espécie, para os indicados pelos deputados.
Uma das empresas que receberam quase R$ 3 milhões tinha como objeto social a fabricação de calcinhas. Quando o escândalo veio à tona, o contrato já estava alterado para uma atividade bem distinta: locação de aviões. Em outro caso, a empresa contratada pertencia a Lucas Marques Almeida. Segundo documentos, ele assinou de próprio punho o contrato social da empresa e também rubricou os cheques descontados. Tudo certo, não fosse por um detalhe: Lucas morreu um mês antes da criação da empresa. Cheques da Assembleia foram usados até para comprar gado que foi entregue em fazendas de pessoas ligadas a Riva.
Todos os envolvidos viraram réus em 92 processos contra atos de improbidade ou reparação de danos ao Erário, cuja tramitação seguiu em ritmo lento até que caísse uma das principais bases da influência de Riva no Judiciário matogrossense: o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aposentou compulsoriamente dez magistrados envolvidos em um escândalo de desvio de recursos para a maçonaria, em 2010.
“Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas, as pérolas são produtos da dor”, discursou em 2004 o então presidente do TJMT, José Ferreira Leite, ao se referir ao “bombardeio de acusações” aos parlamentares. É um dos afastados atualmente do tribunal.
O Ministério Público não entendia como o parlamentar obtinha liminares que o reconduziam ao cargo de presidente da Assembleia, apesar de quatro condenações em primeira instância determinando o seu afastamento. O juiz responsável pelas condenações, Luís Aparecido Bertolucci, era alvo de processos com alegação de suspeição.
“O agravado está acintosamente a descumprir decisão judicial que já o afastou do exercício de funções na Mesa Diretora da Assembleia”, escreveu em 2012 o desembargador Luís Carlos Costa, responsável por condenar Riva por improbidade em segunda instância. Também por isso ele virou alvo de processos de suspeição do deputado, que o acusa de ser “avesso a políticos”, pelo fato de ter dispensado cumprimentos de autoridades ao fim de sua posse como desembargador.
Estimativas do Ministério Público apontam que desvios no início da década, em valores atualizados, podem chegar perto de meio bilhão de reais quando todos os processos forem julgados. Em 2010, ele declarou patrimônio de R$ 1,59 milhão, já bloqueado. Os promotores reconhecem se tratar de parte ínfima do que ele detém.
Sempre que solicitaram à Assembleia informações simples, como cópias de licitações realizadas, os promotores sempre receberam negativas. O mesmo ocorreu com os integrantes da ONG Moral, formada na esteira do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE). Eles buscaram a Justiça para obter dados sobre gasto com combustível.
Os números recebidos mostram que, apenas em 2010, ano em que foi comprado 1,7 milhão de litros de gasolina, seria possível rodar quase 14 milhões de quilômetros (se considerado um consumo médio de 8 km/l). Se cada veículo rodasse cem quilômetros por dia útil, seriam necessários quase 600 carros para consumir o que foi adquirido e pago a serviço de 24 deputados.
— Cobramos das instituições que elas funcionem. O movimento de controle social que se inicia tem possibilitado isso. Sem pressão, corre risco de tudo ir para a gaveta — lembra o advogado Bruno Boaventura, atual presidente da ONG, que encaminhou a denúncia ao MP.
Por meio de nota, Riva disse considerar as perguntas enviadas por O GLOBO “descabidas e recheadas de boatos” a seu respeito, por isso decidiu não responder. Sobre os gastos com combustível, argumentou que o estado tem municípios a até 1,5 mil quilômetros da capital. “Digo isso para mostrar o nosso gasto de combustível com veículos oficiais, pago integralmente pela Assembleia”, escreveu, recusando-se a informar quantos carros estão disponíveis aos parlamentares.
Nos últimos anos ele vem atribuindo as denúncias “à disputa política”. Já argumentou que trabalha muito e ganha pouco.
— Àqueles que tentam desconstruir a minha história política, digo apenas que um dia possam trilhar seus caminhos com suas próprias pernas, e não pisando sobre os que estão ao seu lado — diz.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/jose-geraldo-riva-um-politico-com-mais-de-100-processos-7726347#ixzz3384yu6s4
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