29/08/2016 - Delegado classifica como “aberração” prisão domiciliar de João Emanuel sem tornozeleira

29/08/2016 - Delegado classifica como “aberração” prisão domiciliar de João Emanuel sem tornozeleira

O delegado da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Flavio Stringueta, classificou como “aberração” o fato de o ex-presidente da Câmara de Vereadores de Cuiabá, João Emanuel, ficar em prisão domiciliar sem o uso de tornozeleira eletrônica. Segundo ele, a medida é uma dura pancada no trabalho desenvolvido durante a operação ‘Castelo de Areia’, deflagrada pela Polícia Civil na última sexta-feira (26).

 

“Ficamos sabendo hoje que concederam prisão domiciliar ao João Emanuel. Além de tudo, não foi determinado nem que ele fique com a tornozeleira eletrônica. É uma aberração. Quando isso acontece, nosso esforço parece ser em vão”, disse o delegado em entrevista ao Olhar Direto, neste domingo (28). Ainda não foi informado como, ou se, será feito o monitoramento do ex-vereador.

Pedido Aceito

O desembargador Pedro Sakamato atendeu o pedido de prisão domiciliar para o ex-presidente da Câmara de Cuiabá João Emanuel Moreira Lima, preso na Operação Castelo de Areia, da Polícia Civil. Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça, a prisão domiciliar já está sendo cumprida, e João Emanuel não está com tornozeleira eletrônica. 

O advogado Lázaro Roberto Moreira Lima, irmão do acusado, argumentou que o ex-vereador é advogado e Mato Grosso não possui cela de estado-maior para recebê-lo, conforme prevê o Estatuto da Advocacia. João Emanuel é acusado de aplicar um golpe de mais de R$ 50 milhões em um empresário. 

Operação 

Stringueta participou ativamente da operação que prendeu o ex-vereador e mais quatro pessoas. O ex-vereador teve mandado de prisão expedido na última sexta-feira (26), mas não foi levado para a cadeia, pois estava hospitalizado. Um dia antes, ele havia sido internado no Hospital Santa Rosa, em Cuiabá, onde foi submetido a uma cirurgia.
 
O ex-presidente da Câmara de Vereadores de Cuiabá é apontado como um dos "cabeças" do esquema. Ele é vice-presidente da empresa Soy Group em nome da qual os estelionatários ofereciam empréstimos a juros baixos. Segundo o delegado Flavio Stringueta, os golpistas vendiam "fumaça" para os clientes, dizendo que os juros vinham de banco do exterior.
 
O prejuízo de R$ 50 milhões apontado pela investigação é referente a apenas uma das vitimas. A expectativa é que o valor possa ultrapassar os R$ 500 milhões. Durantes as buscas da última sexta-feira foi encontrado um contrato no valor de R$ 1 bilhão. Quatro vítimas já foram ouvidas até a data da deflagração da operação, outras três haviam sido identificadas e mais duas apareceram após o início da ação.
 
Há indícios de que os acusados teriam atuado também em outros estados. Uma das testemunhas ainda apontou que João Emanuel era responsável por ‘traduzir’ a fala do falso chinês que também fazia parte do esquema. A intenção era dar maior credibilidade ao negócio

 

 

 

Da Redação - Wesley Santiago

Comentários

Nenhum comentário encontrado.

Novo comentário