29/10/2014 - Fiúza se apequena e faz insinuação covarde, rebate Paulo Taques

O advogado Paulo Zamar Taques não digeriu bem as críticas de Paulo Fiúza e resolveu rebater o empresário, que busca na justiça se legitimar como o primeiro suplente do senador e governador eleito Pedro Taques (PDT). Segundo Fiúza, uma suposta fraude teria acontecido quando a ata da candidatura foi parar no escritório do advogado. 

“Não posso admitir esse tipo de insinuação. Meu escritório tem 20 anos de história e nunca ninguém insinuou isso. Nunca houve nenhum tipo de fraude, muito menos no meu escritório. Ele apenas apequena a própria história com esse tipo de insinuação covarde e absolutamente traiçoeira”, asseverou o advogado, em entrevista ao OlharDireto/Jurídico.

Para Zamar Taques, se Fiúza realmente acredita que alguma fraude aconteceu dentro da coordenação jurídica, deveria entrar com uma ação, na qual existiria o direito amplo a defesa e ao contraditório, uma batalha mais justa do que troca de acusações através de subterfúgios pela imprensa. “Que ele tome as suas providências, porque eu vou tomar das devidas providências legais. Penso seriamente em processá-lo”, ratificou.

O advogado afirma ter sido brando em declarações passadas sobre o assunto por não ter ciência completa das insinuações de Fiúza. Taques afirma entender a busca do empresário pelo direito de ser o primeiro suplente do senador Pedro Taques, uma vez que a inversão com o policial rodoviário federal José Medeiros (PPS) teria sido fruto de um equívoco reconhecido por todos os envolvidos. “Mas não posso tolerar esse tipo de declaração da parte dele”.

Relembre o caso

O empresário Paulo Fiúza, que em 2010 era filiado ao PV, chegou a ser cotado para vice do então candidato a governador do Grupo, Mauro Mendes, mas acabou dividindo a suplência da senatoria de Pedro Taques com Zeca Viana (PDT). De acordo com Fiúza, desde o início ele seria o primeiro suplente e Viana o segundo, mas o pedetista desistiu e quem foi registrado em seu lugar foi José Medeiros (PPS), que acabou colocado como primeiro suplente.

Fiúza acreditava que a inversão teria sido resolvida durante o processo eleitoral, ainda mais devido várias outras conversar com membros da coligação “Mato Grosso Muito Mais”, os quais teriam dado garantias a ele de que resolveriam a questão. Contudo, no dia da votação, Fiúza viu seu nome como segundo suplente na urna eletrônica e então decidiu resolver o caso por si mesmo. Após requerer os documentos no TRE, descobriu que a ata levada não era aquela combinada em sua presença, mas outra, cujo seu nome constava como segundo suplente.

Paulo Fiúza então pediu uma laudo pericial sobre a ata e descobriu que as assinaturas haviam sido forjadas. O caso também foi levantado por Carlos Abicalil (PT), o qual tentou impugnar a candidatura de Taques devido à suposta fraude. Para não prejudicar Taques, Fiúza esperou a ação do petista ser extinta para ele mesmo acionar a Justiça. 

Em primeira instância, o juiz André Pozetti extinguiu a Ação Declaratória de Nulidade interposta por Fiúza. A defesa do empresário já ingressou com um agravo e espera que o Pleno decida a favor do ex-PV, atual membro do Solidariedade.

 

 

Da Redação - Jardel P. Arruda