29/10/2014 - TJMT mantém decisão e acusados de matar garota em MT devem ir a júri

A Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) negou recurso e manteve a decisão de primeira instância que determinou que Rogério Amorim, Paulo Martins e Carlos Alexandre da Silva, acusados de terem matado e escondido o corpo de Maiana Mariano, de 17 anos, sejam levados a júri popular. A defesa havia alegado que os réus tiveram os direitos de defesa cerceados durante o processo. Ainda cabe recurso da decisão. Os advogados dos acusados não atenderam as ligações do G1.

A adolescente foi assassinada na tarde de 21 de dezembro de 2011, em uma chácara no bairro Altos da Glória, na capital. De acordo com a denúncia do Ministério Público do estado (MPE), os autores do homicídio foram Paulo Martins e Alexandre. Os dois teriam agido a pedido de Amorim, que mantinha relacionamento com a vítima e é apontado como o mandante dos crimes.

No ano passado, a juíza Tatiane Colombo, da Segunda Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, pronunciou pela terceira vez os réus, determinando que os três têm que ir a júri popular. As duas pronúncias anteriores haviam sido anuladas pelo TJMT. A magistrada entendeu que há indícios de autoria dos réus nos crimes.

Amorim, Martins e Silva respondem por homicídio qualificado (mediante pagamento, com emprego de meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima), com pena de 12 a 30 anos de reclusão, e ocultação de cadáver, cuja pena é de 1 a 3 anos de reclusão e multa.

O MP sustenta a tese de que Amorim teria contratado Martins por R$ 5 mil para matar a adolescente, alegando que ela e a família estavam extorquindo dinheiro dele. Martins, então, procurou Silva e propôs que ele o ajudasse no crime, pela quantia de R$ 2,5 mil.

No dia do homicídio, Amorim teria mandado Maiana descontar um cheque de R$ 500 e levar o dinheiro para um chacareiro. A adolescente foi ao banco com uma motocicleta que tinha ganho do empresário e, depois, para a chácara. Lá, foi morta por asfixia. O corpo teria sido colocado dentro de um carro fiat Uno e, depois, deixado na região da Ponte de Ferro. Os restos mortais da adolescente foram encontrados no dia 25 de maio de 2012.

Maiana e Rogério mantiveram um relacionamento extraconjugal por cerca de um ano e estavam vivendo juntos há cinco meses em regime de união estável quando a menor foi morta.

A ex-mulher de Amorim também foi denunciada pelo MP como participante dos crimes, mas a Justiça considerou que não há indícios da participação dela.

 

Carolina HollandDo G1 MT

Comentários

Nenhum comentário encontrado.

Novo comentário