29/10/2014 - Tribunal mantém júri popular de acusados de matar estudante

A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso manteve, por unanimidade, a decisão de mandar a júri popular os acusados pelo assassinato da jovem Maiana Mariano Vilela, em Cuiabá. 

Maiana Vilela desapareceu, aos 16 anos, no dia 21 de dezembro de 2011, e a ossada só foi encontrada em maio de 2012, enterrada em cova rasa, na região do Coxipó do Ouro, na zona rural. 

A garota foi morta por asfixia, segundo a Polícia, a mando do ex-namorado, o empresário Rogério da Silva Amorim. 

Paulo Ferreira Martins e Carlos Alexandre da Silva, apontados como autores do crime contra a estudante, sustentaram que tiveram os direitos de defesa cerceados nas alegações finais do processo e por isso, ingressaaram com o recurso.

Na manhã desta terça-feira (28), os desembargadores Paulo da Cunha (relator), Rui Ramos e Rondon Bassil rejeitaram a preliminar e, no mérito, desproveram os recursos. 

Segundo o relator, se os réus decidirem recorrer da decisão do Tribunal de Justiça, o caso "subirá" ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

Caso contrário, a decisão volta à Justiça Comum para a realização do julgamento.

De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Estado (MPE), a garota foi vítima de um plano tramado por Rogério Amorim, com quem ela mantinha um caso extraconjugal.

O caso

Maiana foi atraída para uma chácara, onde uma emboscava a esperava. 

Contratados por Rogério para matá-la, os acusados Paulo e Carlos Alexandre asfixiaram a jovem até a morte e, depois, colocaram o corpo no banco traseiro de um carro e o levaram até a empresa de Rogério, no bairro Três Barras, para que ele comprovasse que o serviço tinha sido feito. 

Pelo crime, eles receberam a importância de R$ 5 mil.

Após mostrar o corpo para Rogério, eles seguiram em direção ao Coxipó do Ouro, onde fizeram escavações com picareta e pá e ocultaram o corpo da menor. 

A ossada da vítima e suas roupas foram localizadas no dia 25 de maio de 2012, próximo àComunidade São Gerônimo.

Na mesma semana, os autores e outros envolvidos no crime foram presos, sendo um deles detido na Praia da Vereda, enquanto pescava.

 

 

Max Aguiar 
Da Redação

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