29/10/2015 - Maioria em MT aprova desarmamento e concorda que "bandido bom é bandido morto"

Uma pesquisa quantitativa realizada pela KGM Pesquisas entre 13 e 16 de outubro, a pedido do siteHipernotícias, mostra que a polêmica em torno do direito do cidadão comum portar armas continua pegando fogo no Estado, independente da legislação permitir que somente policiais e algumas poucas categorias possam andar armadas. Em um teste de argumentos, nada menos que 54,6% dos eleitores mato-grossenses discordam da ideia de que uma arma de fogo traria mais segurança ao cidadão comum. Esse foi o índice dos que disseram discordar da frase “a possibilidade de portar uma arma de fogo garante mais segurança ao cidadão”.

 

Outros 40,3%, entretanto, concordam com a frase e acham, portanto, que cidadãos deveriam sim ter o direito de possuir armas, uma diferença percentual de 14,3%. Os números seguintes mostram o quanto são parelhas as opiniões pró e contra a pauta: só 3,8% não tem uma opinião definida sobre o assunto e por isso não concordam nem discordam. Finalmente, mero 1,3% não soube ou não quis responder.

 

Sobre o assunto, o delegado-geral da Polícia Judiciária Civil, Adriano Peralta, vê com algumas ressalvas o resultado dessa pesquisa. Para ele, o estado brasileiro peca em querer manter uma legislação única para o assunto, porque não dá para comparar a vida em Mato Grosso, mais rural, no interior, e portanto mais isolada, com a vida nas capitais do país.

 


Adriano Peralta Moraes/Diretor Geral da Polícia Civil

“Só pegar, por exemplo, quando você sai de Cuiabá para Cáceres, são mais de 200 quilômetros onde não se tem nada. É de uma cidade pra outra. Se alguém te atacar nesse caminho, você vai fazer o que? Então não dá pra comparar com a vida em Santa Catarina, São Paulo ou Rio Grande do Sul, onde tudo é mais urbanizado e, em caso de necessidade, você até através de um aplicativo, se não tiver como telefonar, chama as forças de segurança pública para te amparar”, raciocina.

 

BANDIDO BOM É BANDIDO MORTO?

 

Entretanto, há uma estranha percepção de justiça que a pesquisa revela quando muda, ainda em teste de argumento, a pergunta é: “Bandido bom é bandido morto?”. Assustadores 54,0% dos 1.100 entrevistados disseram concordar com a frase medieval, enquanto 38,5% discordam. Outro 4,4% não têm opinião formada e por isso não concordam nem discordam. Por fim, ínfimos 3,1% não sabem ou não quiseram responder.

 

Para o delegado-geral da PJC, Adriano Peralta, as coisas não podem ser vistas de maneira tão reducionista, pois cada caso é um caso e os crimes divergem entre si não só na legislação, mas maneiras e nos porquês deles serem cometidos.

duplo homicidio no jardim vitoria

Por: RODIVALDO RIBEIRO

Comentários

Data: 29/10/2015

De: Vergonha

Assunto: Vergonha

Ninguém nasce bandido o encontro com a sociedade que o faz bandido. O desvio do dinheiro público é a maior fábrica de bandido desse país, não seria melhor cortar o mal pela raiz ao invés de matar o ladrão matar o político ladrão que é a causa

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