29/10/2015 - Relator defende prisão de Nadaf e Perri pede vistas

A 2ª Câmara Criminal do Tribunal Justiça de Mato Grosso (TJMT) adiou novamente o pedido de habeas corpus do ex-secretário da Casa Civil, Pedro Nadaf, que é suspeito de corrupção, lavagem de dinheiro por meio do Programa de Desenvolvimento Econômico e Industrial de Mato Grosso (Prodeic).

Relator do recurso, o desembargador Alberto Ferreira Souza, votou pela manutenção da prisão do ex-chefe da Casa Civil. Porém, o desembargador Orlando Perri que substituiu o desembargador Pedro Sakamoto, pediu vistas do processo suspendendo a continuidade do julgamento que deverá ser retomado na sessão da 2ª Câmara Criminal na próxima quarta-feira (4 de novembro). 

O relator destacou a existência nos autos de indícios que a organização criminosa estaria articulando várias formas para tentar impedir que as fraudes sejam descobertas, além de prováveis ameaças contra o delator João Bastita Rosa , proprietário da empresa Tractor Parts.

"Temos um governo atual avesso ao governo do ex-governador Silval Barbosa. Não sei dizer, preciso examinar os autos pra falar sobre prisão cautelar pra substituir preventiva, send quando não há outras medidas as alternativas. Hoje está ocorrendo prisões em massa no achismo. Eu preciso ver o que tem nos autos" disse Perry.

A defesa do ex-secretário, o advogado Alexandre de Abreu e Silva alega que a prisão preventiva seria inoportuna, e que seu cliente não representaria risco para investigação do processo, tendo em vista que ele já ocupou vários cargos de relevância, como a presidência da Fecomércio e outros cargos notórios.

"Onde está o perigo? Quero salientar que apreensão de documentos já foram realizados para exaurir o objeto. Não dá pra mantê-lo preso com base em seu ciclo de relacionamento, ele foi e é conhecido", defendeu o advogado.

Nery pontuou ainda que em Mato Grosso processos sobre lavagem de dinheiro organização criminosa já tem uma vara judicial especifica a Sétima Vara Criminal, sob o o comando da juíza Selma Rosane Santos Arruda, onde prisão preventiva virou uma regra.

Operação Sadoma

Figuram como réus no mesmo processo o ex- governador Silval Barbosa (PMDB) e o ex-secretário de Fazenda Marcel Cursi. Todos são investigados por participarem de um esquema que concedia incentivos fiscais á empresas no estado e depois cobravam porcentagem dos empresários beneficiados.

Segundo a denúncia os acusados pressionavam o pagamento de propina inclusive para quitar dívidas de campanha.

Para o Ministério Público Estadual (MPE), o ex-governador era quem liderava o esquema.

outros réus na ação penal, é o ex-procurador do Estado, Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o ex-chefe de gabinete de Silval, Silvio Cézar Corrêa de Araújo e a ex-assessora de Nadaf, Karla Cecília de Oliveira Cintra. Estes dois últimos fazem o uso de tornozeleiras eletrônicas e são monitorados pelo sistema penitenciário do Estado.

O ex-procurador também deveria está usando o equipamento de monitoramento, porém, ele está morando no Canadá. Ainda não há informações se ele irá responder ao processo no Estado.

Silval, Marcel e Nadaf, estão detidos há mais de um mês no Centro de Custódia de Cuiabá (antigo Carumbé). 

 

 

Fernanda Leite, especial para o GD

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