30/04/2015 - Maggi acusa Dilma de dar "calote" em empreiteiras

O senador por Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), voltou a tecer duras críticas contra a presidente da República, Dilma Rousseff (PT), ainda que tenha negado, durante as últimas semanas, qualquer pretensão de romper com o base de apoio do Governo Federal. 

“Fui contra todos aqueles que não queriam a continuidade desse Governo, mas hoje eu vejo que estava errado”, disse ele, durante audiência pública realizada nesta quarta-feira (29), na Comissão de Infraestrutura do Senado. 

 

Na ocasião, o senador mato-grossense cobrou do ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, o pagamento às empresas que já prestaram serviços de infraestrutura à União.

Ele citou como exemplo a obra de duplicação da BR-163, no trecho entre Cuiabá e Rondonópolis, onde a Concessionária Rota do Oeste já executou parte das obras e, ainda assim, não recebeu pelo serviço. 

“É preciso pagar as empreiteiras que já executaram parte das obras na rodovia. Isso é fazer justiça”, disse. 

Maggi ainda ressaltou que, ao contrário do que ocorre em Mato Grosso do Sul – onde a duplicação da BR-163 é totalmente concessionado e o ritmo das obras estaria acelerado –, em Mato Grosso, metade do serviço é executado pelo poder público e a outra metade é de responsabilidade privada, o que estaria acarretando lentidão aos serviços. 

“Na crise, nós temos que buscar soluções e, às vezes, temos que abrir mão, já que não temos condições de fazer o normal. É preciso pagar as empresas que estão trabalhando nesse trecho”, afirmou.

“O Governo pode escolher o que lançar, ou não. Mas, deixar de pagar os fornecedores que já executaram os serviços é calote, só tem esse nome. O Governo autorizou, mediu, processou e na hora de pagar não paga por que o ministro da Fazenda está fazendo um superávit primário com dinheiro do passado?”, questionou. 

 

Ainda durante a audiência, o senador disse que se sente enganado pelo governo da presidente Dilma Rousseff, especialmente em relação aos recursos que deveriam ser destinados a Mato Grosso. 

“Politicamente, diferente de muitos, eu apoiei a presidente Dilma, subi em palanque, pedi voto, e fiz isso em nome dos projetos para o meu Estado. Assim, como muita gente se sente enganada, eu também me sinto”, afirmou. 

“Em Mato Grosso, nós perdemos a eleição e eu fui contra a maioria do povo do meu Estado, que não queria mais a continuidade desse Governo. Mas, em nome dos projetos para Mato Grosso, eu fui e disse: ‘essa é a melhor opção’. Hoje, vejo que quem estava errado era eu. Aqueles que foram contra mim estavam certos. Por isso me sinto na obrigação de reclamar”, disse Maggi. 

 

Rompimento 


Na ocasião, o senador disse também que, hoje, não se aliaria novamente a um candidato do PT à Presidência da República.


Apesar das recentes críticas, o senador negou que tenha pretensões de romper com o Governo Dilma. 

 

“Meu posicionamento no Congresso não tem nada a ver, como foi noticiado, com questão de rompimento com Governo [Dilma]. O que estou fazendo é pontuar as coisas com as quais eu, pessoalmente, não concordo e que a grande maioria da população também não concorda”, disse ele, em entrevista no último dia 14. 

 

 

Camila Ribeiro 
Da Redação

Comentários

Data: 30/04/2015

De: olhar

Assunto: farinha

vc maggi, e farinha do mesmo saco esta chorando por que vc e farinha vc nao e obaban

Data: 01/05/2015

De: crítico

Assunto: Re:farinha

Kkkkkkkkkkkkk esta foi muito boa..

Novo comentário