30/04/2015 - Após embate com deputado, Taques ‘banca’ dados de Brustolin e diz que R$ 54 mi foram estornados

O governador Pedro Taques (PDT) afirmou que os R$ 54 milhões existentes na Conta Única do Estado no dia 31 de dezembro de 2014 eram referentes aos estornos realizados pelo Banco do Brasil, mas reforçou a tese dos R$ 84 mil em caixa divulgados pela equipe econômica, no início de 2015. O pedetista ainda ratificou apoio ao secretário de Estado de Fazenda, Paulo Brustolin, e aos dados do balanço do 3º quadrimestre de 2014, apresentados à Assembleia Legislativa, os quais foram duramente questionados pelo deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR).

“Respeito o deputado Emanuel Pinheiro, mas eu confio nos dados apresentados pelo meu secretário de Fazenda”, afirmou o governador Pedro Taques, na noite desta terça-feira (28), antes de tomar posse como presidente de honra do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso (IHGMT), na Casa Barão de Melgaço. “Esses R$ 54 milhões são referentes aos estornos do Banco do Brasil. É por isso que tinha esse dinheiro”, justificou ele, na sequüência. 

O secretário Paulo Ricardo Brustolin apresentou um balanço do terceiro quadrimestre de 2014, na tarde de terça, no qual detalhou as contas do final da gestão Silval Barbosa (PMDB). Ele demonstrou quanto sobrou de restos a pagar e quanto dinheiro foi deixado para Pedro Taques. O deputado Emanuel Pinheiro, por outro lado, apresentou um “balanço alternativo”, no qual contestou os dados oficias, que ele batizou de “propaganda de um caos financeiro inexistente”, propagado pelo atual governo para valorizar mais as ações da nova administração.

Taques chegou a elogiar a atitude de Pinheiro de questionar e fiscalizar. Em um momento de digressão, o governador lembrou que a origem do Poder Legislativo remonta a Inglaterra do século XII, quando a nobreza feudal daquele país forçou o rei João Sem Terra a assinar a Magna Carta, a qual criou um comitê de barões com poder para reformar as decisões reais. Contudo, o pedetista questionou o porque dessa fiscalização não ter sido feito em outros governos. “Essa é uma das funções do legislativo, fiscalizar o Executivo. Só gostaria de saber por que não fizeram isso antes, nas gestões passadas”, ponderou o goverandor.

Ainda na noite de terça, a equipe do atual Governo enviou um material no qual o secretário questionou os dados apresentados por Emanuel Pinheiro. De acordo com Brustolin, o parlamentar apresentou dados que não coincidem com os números oficiais. O secretário voltou a afirmar que o governo anterior deixou R$ 912,2 milhões de restos a pagar e R$ 84 mil na conta única em 2 de janeiro de 2015, rebatendo as alegações de que havia cerca de R$ 1,5 bilhão nas contas do governo em 31 de dezembro de 2014.

De acordo com o balanço de 3º quadrimestre, no dia 31 de dezembro de 2014 havia R$ 54,3 milhões na Conta Única do Tesouro, R$ 24,6 na Conta Arrecadação, e nada no caixa da Poder Executivo. Nas contas convênios, havia R$ 476 milhões, e nas contas especiais 401,6 milhões. Os restos a pagar eram de R$ 912 milhões, mas não foi fornecida uma discriminação de quanto correspondia a valores processados, não processados, ou se referentes às Contas Convênios ou a Conta Única Estado.

 

 

 

Da Redação - Jardel P. Arruda

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