30/04/2016 - Transplante de órgãos entre soropositivos já é uma realidade

30/04/2016 - Transplante de órgãos entre soropositivos já é uma realidade

Em outubro de 2015, a Suíça realizou seu primeiro transplante de órgãos entre portadores do vírus HIV. Uma lei foi criada no país em 2007, possibilitando a realização do transplante entre soropositivos, mas somente após oito anos foi possível a realização da primeira cirurgia desse tipo.


Os Hospitais Universitários de Genebra (HUG) monitoraram o paciente transplantado durante seis meses e concluíram que não houve rejeição ao órgão e nem a perda de controle do vírus HIV no paciente que recebeu o fígado transplantado.

Compatibilidade entre doador e receptor


Existem basicamente dois tipos de transplantes de órgãos. Um é denominado autólogo, quando células, órgãos e tecidos são retirados da própria pessoa e aplicados em uma nova região do corpo. Esse tipo de transplante não oferece risco de rejeição.

O outro tipo é o alogênico, em que o material biológico vivo é retirado de uma pessoa, denominada doadora, para ser implantado em outra, a receptora.A maioria dos pacientes receptores precisam prevenir que o organismo rejeite um novo órgão com medicamentos como o Micofenolato de Mofetila, muitas vezes, por toda a vida, independentemente do nível de compatibilidade entre doador e receptor.


Quando um portador de HIV precisa de um transplante ele entra na mesma fila de espera de pacientes que não possuem o vírus. Quando existe a possibilidade de ele receber o órgão de um doador que também é soropositivo essa fila é reduzida, para ambos os tipos de pacientes, pois ser portador do vírus é mais um critério de compatibilidade que não será um problema nesse caso .Assim, a fila de espera para a realização de transplantes de órgãos diminui e as chances de salvar vidas aumentam significativamente.

 

 

 

Tabata Mertz


 

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