30/06/2014 - Taques precisa lavar a boca antes de falar mal do governo, dispara Lúdio

Com duração de aproximadamente 30 minutos, o discurso do candidato a governador Lúdio Cabral (PT) foi marcado pelas críticas ao senador Pedro Taques (PDT), seu principal adversário na disputa pelo Palácio Paiaguás. Em ato do PT na manhã deste domingo (29), o ex-vereador por Cuiabá afirmou que o parlamentar deve lavar a boca para falar mal da administração estadual, da qual o PT faz parte. 

 

Lúdio aproveitou o encontro com cerca de 300 pessoas, entre militantes, lideranças petistas e representantes das legendas da base governista, para rebater as declarações de Taques durante a convenção do PDT, realizada na sexta (27). Para ele, o senador levantará a bandeira dos projetos do atraso e dos fantasmas do passado que, segundo Lúdio, só sacrificaram a vida do povo mato-grossense, fazendo referência “àqueles que representam o novo, mas que de novo não têm nada”.

 

Para o candidato, é preciso reconhecer que todos os governadores que passaram pelo Executivo tiveram erros e acertos, mas se diz tranquilo para debater com o adversário. “Tenho convicção de que os maiores acertos está desse lado”. Citou como exemplo a saúde municipal, qual é gerida pelo grupo de Taques. “Nosso adversário precisa se olhar no espelho e ver o tamanho da lambança que está a administração da saúde em Cuiabá”.

Disse ainda que Taques terá que se explicar, já que tem como vice representante do PP, “o partido das Organizações Sociais de Saúde”, segundo o petista. Além disso, disse que pretende olhar nos olhos do pedetista para questionar o que foi feito pelo Estado. “Em 3 anos e meio no Senado ele não conseguiu mostrar a que veio”, reforçou.

 

Como já era de se esperar, os representantes do bloco situacionista também rechaçaram o grupo de oposição pelas críticas à Copa do Mundo. “O tempo todo torceram contra e a Copa foi o sucesso que foi”. Neste sentido, Lúdio aproveitou para destacar as conquistas do governo estadual e intensificou que o projeto visa a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT).

 

Desvantagem

Quando questionado sobre a desvantagem em relação a Taques nas intenções de voto, o candidato do PT afirmou que “adora começar atrás” e lembrou da campanha de 2012, quando concorreu a prefeito da Capital e foi derrotado por Mauro Mendes (PSB) no segundo turno. “Em Cuiabá eu comecei com 4% e o adversário tinha mais que 50% e a distância hoje é muito menor, é praticamente 40% a 20%. Eles que se cuidem porque vai acontecer uma situação muito semelhante a que aconteceu em Cuiabá, só que com um final diferente”, disparou. Em outro momento, pouco antes de finalizar seu discurso, Lúdio disparou que a oposição “pode vir quente porque do lado de cá estaremos fervendo”.

 

 

Camila Cecílio

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