30/06/2016 - MT dispara em queimadas florestais

30/06/2016 - MT dispara em queimadas florestais

O Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe) divulgou, nesta quarta-feira (29), os números de incêndios florestais no país, de 1 de janeiro a 28 de junho deste ano, e Mato Grosso dispara na frente dos demais estados brasileiros, com 6.574 focos, captados por satélite.

Este número é 32% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado (4.986).

Roraima, que ocupa a segunda posição negativa no ranking de queimadas rurais, provocou 3.161 focos, ou seja, menos da metade que Mato Grosso.

O Estado, cortado pela floresta amazônica, é historicamente marcado por este problema ambiental.

Atuação dos bombeiros

O Corpo de Bombeiros, que só tem sub-sedes em 18 cidades das 141 mato-grossenses, está tendo que colocar em campo cerca de 250 servidores. De acordo com o que o tenente coronel Paulo Barroso, coordenador do Batalhão de Emergências Ambientais, disse ao Gazeta Digital costumeiramente a corporação chega a esse limite somente de agosto a outubro, período crítico para queimadas.

Além das 18 sub-sedes, mais oito cidades contam com brigadas municipais mistas, formadas por dois bombeiros militares e seis brigadistas.

As demais 115 cidades são atendidas, se possível ,por uma equipe móvel, que se desloca em uma caminhonete, cabine dupla, com quatro bombeiros militares e equipamentos anti-incêndio.

“Da parte do Corpo de Bombeiros, é humanamente impossível combater esses focos, que são quase sempre em locais distantes”, admite o tenente-coronel Barroso.

Segundo ele, a maioria desses focos são de fogo intencional, para abrir pasto ou área de plantio.

Desmatamento e queimadas

O ambientalista Sérgio Guimarães, diretor do Instituto Centro de Vida (ICV), diz com a certeza de quem tratada deste assunto há mais de 25 anos, que, para coibir incêndios florestais, é preciso coibir também o desmatamento. “Uma coisa está ligada a outra”, afirma Guimarães.

O ICV, do qual ele é diretor fundador, trabalha, como organização não-governamental, em busca de saídas de sustentabilidade “que visem conciliar a produção agropecuária e florestal com a conservação e recuperação dos ecossistemas naturais”.

Fiscalização

De acordo com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) nem todo foco de calor captado pelo Inpe é ilegal. Muitos desses podem ser licenciados.

Ainda de acordo com a Sema, somente no período proibitivo na zona rural, que geralmente vai de julho a outubro, sendo prorrogável, é que os incêndios são todos ilegais.

O coordenador de Fiscalização de Fauna e Flora da Sema, Joelson Figueiredo, diz que Mato Grosso ainda tem grande cobertura florestal e isso pode colocá-lo eventualemnte no topo desta lista.

Outro fator considerado por ele é climático. O período de seca favorece a queimadas.

Ele atribui a dificuldade de fiscalização principalmente a esses dois fatores.

 

 

GD

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