30/07/2014 - Quociente à AL é de 72 mil votos; aliança pró-Lúdio fará maior bancada - veja a lista

Os candidatos estão numa briga dura para deputado estadual. São 330 inscritos, embora alguns já tenham desistido e outros serão barrados pela Justiça Eleitoral. Apesar do TRE não ter divulgado o eleitorado oficial, o quociente projetado deve ficar em 72.533 votos. Isso quer dizer que cada partido, que decidiu disputar com chapa pura, ou coligação só vai conseguir assegurar uma vaga na Assembleia cada vez que atingir esse teto. É possível que o candidato, dependendo da coligação, consiga se eleger até com 22 mil votos.

 

Os cálculos foram feitos pelo consultor eleitoral Valdecir Calazans, da Visão Assessoria. Para chegar a esse quociente, ele estudou o crescimento vegetativo do eleitorado nas eleições passadas, considerando abstenções, votos nominais, nulos, brancos e de legenda. E se atentou as regras da Lei 4.737, em vigor desde 1965, que orientam como se calcula o quociente eleitoral.

Os concorrentes estão distribuídos em 8 coligações. Calazans debruçou nos nomes e fez espécie de “pente fino” para saber quais têm mais chances de vitória. Fez até checagem do potencial eleitoral daqueles que já disputaram eleições, tanto para deputado quanto para prefeito e vereador. Sobre os que concorrem pela primeira vez, o consultor buscou informações durante as convenções partidárias e se baseou também em tracking telefônico. “Chegamos o mais próximo possível da realidade”, enfatiza Calazans, ao se referir à lista dos mais cotados.

Pelos cálculos de Calazans, a aliança que reúne o PT do candidato a governador Lúcio Cabral e mais o Pros, PMDB, PR e PC do B deve conquistar cerca de 520 mil votos. Seriam suficientes para eleger sete pelo quociente e mais um pela terceira média. E desse bloco governista quais os nomes com chances reais de êxito nas urnas? São eles: os deputados Mauro Savi, Ondanir Bortolini, o Nininho, Emanuel Pinheiro, Sebastião Rezende, Wagner Ramos e Neldo Egon (todos do PR), Ademir Brunetto (PT) e os parlamentares peemedebistas Baiano Filho e Romoaldo Júnior, além do advogado Francisco Faiad.

O PSD do candidato a governador José Riva e que disputa com chapa pura pode atingir a 417,8 mil votos. Vive expectativa de fazer uma bancada com seis. Os mais cotados são Janaína Riva, os deputados Walter Rabello, Zé Domingos, Pedro Satélite e Airton Rondina, o Português, os ex-prefeitos Meraldo Sá (Acorizal) e Celso Banazeski (Colíder) e o suplente de deputado Gilmar Fabris.

A coligação de seis partidos que fazem parte do arco de alianças de Pedro Taques a governador, formada pelo PSDB, PDT, DEM, PTB, PSL e PPS deve obter 408,4 mil votos. Assim, há chance de assegurar 5 cadeiras, podendo chegar a seis pela segunda média. Os principais nomes dessa coligação são os democratas Dilmar Dal Bosco e Júlio Campos Neto, os tucanos Wilson Santos, Guilherme Maluf, Carlos Avalone e Saturnino Masson, e os pedetistas Zeca Viana e Maria Izaura. O ex-deputado Márcio Pandolfi, embora citado, desistiu da disputa.

PSB e PP, outra coligação do palanque de Taques, deve assegurar duas vagas se chegar a 145,1 mil votos. As maiores apostas são Oscar Bezerra, Max Russi e Carlos Brito (os três do PSB), e Deucimar Silva e Francisco Vuolo, pelo PP. Também entram na lista o empresário Eduardo Botelho (PSB) e o ex-reitor da Unemat, Adriano Silva (PP).

A Frentinha que também está com Taques tem chance de eleger um deputado, já que projeta alcançar ao menos 86,4 mil votos. Entre os principais estão dos vereadores Peri Taborelly e Mário Nadaf.

Outro bloco com cinco pequenos partidos que fazem parte do palanque de Riva, puxados principalmente pelo ex-deputado e ex-prefeito de Rondonópolis Zé do Pátio, pode garantir uma vaga, dentro da expectativa de conquistar mais de 90 mil votos. Os candidatos isolados tantos do Psol quanto do PT do B não trazem expectativa de garantir vaga na Assembleia.

 

RD News
Romilson Dourado

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