30/07/2015 - Produtores repensam modo de produção em Mato Grosso

Antônio Lira deixou o município de Chapecó (SC) em 1976 e rumou para o então longínquo Mato Grosso. Foi o primeiro agricultor a plantar soja em Lucas do Rio Verde, cidade destaque no agronegócio. Depois de tantos anos trabalhando com agricultura, Lira percebe que há coisas que precisam ser revistas. “Estamos há muitos anos em Mato Grosso, passamos por várias etapas na agricultura. Tivemos evolução, mas hoje vemos a produtividade estagnada. Precisamos mudar algumas ideias”, afirma.

Para ajudar o produtor rural a repensar a agricultura e se preparar para o futuro, a décima edição do Circuito Aprosoja leva a debate o tema “Que agricultura você quer para os próximos dez anos?”. Entre os dias 20 e 24 de julho, a caravana da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) passou pelos Núcleos da região Norte. O pesquisador da Embrapa Cerrados, Sérgio Abud, palestrou para os agricultores que lotaram os locais do evento.

“Notei que os produtores rurais estão sensibilizados com o enfoque que demos nas palestras. Muita coisa vai depender de atitude de cada um e também de outros fatores, mas acredito que com uma intervenção após este evento será importante para que as coisas aconteçam de fato. Estou otimista que alguma coisa vai mudar”, afirma Abud.

O produtor rural do município de Feliz Natal, Sandro Luís Mick, gostou do que ouviu no auditório onde foi realizado o evento do Núcleo de Vera. “Achei a palestra muito boa, especialmente a questão das novas opções de manejo, da rotação de cultura e do manejo integrado de pragas”, diz.

O presidente da Aprosoja, Ricardo Tomczyk, também palestrou sobre os dez anos da entidade. Os produtores acharam interessante saber todo o trabalho que a associação faz em benefício do setor e de seus associados. “Temas como classificação de grãos, lei das cultivares e vazio sanitário foram os que mais me interessaram durante a palestra. Toda a reunião foi muito boa, as perguntas foram respondidas”, diz Ademir Fischer, produtor de Lucas do Rio Verde.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso também tem um papel importante neste Circuito Aprosoja, pois está divulgando a opção de mediação no agronegócio. Para a desembargadora Clarice Claudino da Silva, que participou de eventos na região Norte, o setor tem participação econômica e social fundamental no Estado e esta aproximação é importante. Segundo ele, este projeto busca a formação de uma cultura mais dialogada, de aproximação de pessoas que tem algum conflito de interesse, para que fomente esta postura de usar a técnica de mediação.

“É uma politica de tratamento adequado dos conflitos para que as pessoas se habituem a buscar a Justiça não só nos moldes tradicionais, mas também a procure como este ponto de apoio. Assim, se pode aproximar os vértices do triângulo para então dialogarem diante do mediador judicial e construir uma solução rápida, eficiente e menos onerosa”, finaliza a desembargadora Clarice Claudino da Silva.
O vice-presidente da Aprosoja na região Norte, Silvésio de Oliveira, está satisfeito com a participação dos produtores rurais nos eventos. “Tivemos um público significativo, muitos dos participantes eram produtores rurais que vieram buscar informações e estão preocupados com o futuro”, afirma.

O Circuito Aprosoja volta a percorrer Mato Grosso a partir do dia 10 de agosto, na região Sul. Os patrocinadores e apoiadores são Syngenta, Basf, Bayer, Sicredi, UPL, TMG e Fundação MT.

 

 

Assessoria Aprosoja

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