30/08/2011 - 09h:15 Pavimentação da 158 a passos de tartaruga

Inoperância, burocracia e descaso fazem da 158 um trecho sofrivel em todas as estações do ano, como mostra a foto abaixo

Desde seu anúncio em maio de 2009, a pavimentação do trecho de 230 quilometros que faltavam para ligar o Estado Mato Grosso ao Pará, o povo da região tinha apenas dois sentimentos. O primeiro era o da esperança pelo desenvolvimento. O segundo da facilidade de locomoção de quem mora na região. O que se sabe é que apenas desconfiança e ansiedade prevaleciam entre o povo da região que espera pela realização dessa obra por cerca de 30 anos.

Um movimento político foi encampado à época pelo único representante do Araguaia, o então deputado estadual, Adalto de Freitas - Daltinho (PDMB), que articulou a realização de audiências públicas com a presença de outras autoridades e liderança políticas para discutirem o traçado e fazer com que a obra saísse do papel.
Após vencer as barreiras da burocracia como a liberação de licenças ambientais e licitações da obra fatiada entre empreiteiras e que custou aos cofres públicos cerca de R$ 200 milhões, recursos provenientes do governo federal, somada com a contrapartida de 10% do Estado, (R$ 20 milhões), foi feita o contratação das empresas Semenge, Rodocon e Três Irmãos, para tocarem a obra dividida em três trechos.

No decorrer de dois anos, menos da metade da obra foi concluída. No trecho que compreende a região de Ribeirão Cascalheira, na altura de Malu até o Posto da Mata, a obra está sendo tocada a passos lentos. Prefeitos da região não acreditam que a obra seja concluída este ano, como é o caso do prefeito de Porto Alegre, Edi Escosin (Tarzan), que diz que as empreiteiras estão trabalhando no ritmo de tartaruga e que falta ainda cerca de 128 quilômetros para o asfalto chegar ao seu município. As empreiteiras que trabalham aquele trecho citado pelo prefeito são a Rodocon e Três Irmãos.
Naquele canteiro de obras há ainda um item complicador, o impasse para saber se o traçado da rodovia poderá cortar terras de uma reserva indígena (Marawatsede). Esse impasse estaria atrasando o andamento das obras.

A passagem da rodovia pelas cidades de Bom Jesus do Araguaia e Alto Boa Vista gerou muita discussão e se torna inviável por questões financeiras. Os custos seriam triplicados.
Já no percurso que compreende Confresa a Vila Rica, sob responsabilidade da Agrimat, as obras avançam, enquanto de Vila Rica à divisa com o Pará “a situação é critica e há mais de um ano que a empresa Semenge, não assenta um prego sequer. Agora, com o período das chuvas que se aproxima a situação pode ficar mais complicada, é por ali que toda produção sai até o Pará”, disse o prefeito Naftaly Calisto da Silva (Calistão) (PMDB), de Vila Rica.

“Hoje a BR-158 oferece muitos riscos aos motoristas que trafegam ao largo de sua extensão no Araguaia. A poeira, as irregularidades no lastro da estrada, a temida ‘costela de vaca’ e o excesso de velocidade de caminhões e carretas colocam em risco carros menores. “É difícil trabalhar neste trecho”, diz o vendedor Augusto Ribeiro, que utiliza a BR-158 em seu trabalho.
 
ASFALTO PERIGOSO
A situação para quem trafega pela BR-158 sentido Barra do Garças - Vila Rica, seja a passeio ou a trabalho, encontra pela frente vários problemas.
Os buracos também tomaram conta da rodovia no percurso entre Nova Xavantina e Água Boa, numa extensão de 80 quilômetros. A situação revolta os motoristas, sejam eles de veículos de passeio, caminhões ou ônibus que fazem linha no Vale do Araguaia. Para desviar das crateras (ou caldeirões) como preferem chamar, é preciso dirigir em ziguezague, direção perigosa e risco de morte.
Segundo alguns motoristas que falou com a reportagem do semana7.com a rodovia está sem manutenção há vários meses, daí quadro caótico existente. Vários prefeitos já reclamaram ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) sobre o estado em que se encontra alguns trechos da rodovia, sem, contudo, obter uma resposta satisfatória, quando se sabe que o período chuvoso pode agravar a situação.

O professor Eduardo Pinheiro, da Escola Apóstolo Paulo, do distrito de Serrinha, em Água Boa, está revoltado com os prejuízos que sofreu com os danos provocados no seu veículo. “Pagamos impostos e não temos rodovias decentes para trafegar. Eu costumo percorrer esse trecho periodicamente, imagine os motoristas das empresas. Esta estrada está se tornando a rota da morte para as pessoas que têm que transitar por ela. Eu estou triste por viver em um estado de tanto descuido. Estive passando por ela onde, durante dois meses, fui lesado em quatro pneus”, desabafou.
Além do professor, outros motoristas estão revoltados. Eles apontam prejuízos materiais e perdas de vidas. Segundo eles, há pouco mais de 15 dias, dois motoristas morreram no trecho entre as duas cidades, acidente cujas causas podem estar relacionadas à má-conservação da pista. “Será que vamos ter que perder mais vidas para que providências sejam tomadas?”, questionou Rubens Gonçalves, que passou pela rodovia nesta semana. (Colaborou aguaboanews.com.br).

 

DA REDAÇÃO

semana7.com

Comentários

Data: 30/08/2011

De: rafael pereira

Assunto: br 158

esta br 158 nanca vai sai do papel pq ela e uma mina de dinheiro para os politicos de mato grosso irmao, se acaba aonde vao roba dinheira as empreiteira mais os politicos ok.

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