30/08/2011 - 08h:55 Ex-funcionária acusa vereador por assédio

 

Por resistir assédio, técnica administrativa é demitida por telefone pelo presidente da Câmara e devolve móveis

A situação para o presidente da Câmara de Vereadores de Ribeirão Cascalheira, Adejar Gonçalves Pereira, de 52 anos, parece não ser das melhores. A reportagem do semana7.com passava pela cidade quando foi surpreendida por uma cena no mínimo inusitada. O pai de uma ex-funcionária do legislativo local tentou despejar na porta da Casa um guarda-roupa, mas foi persuadido a desistir da empreita.

O guarda-roupa foi deixado, portanto, na porta da residência de uma assessora da Câmara que reside próximo ao local. Não só o guarda-roupa, mas também um ventilador, uma cama e um raque comprados por Adejar à ex-funcionária Verônica Cruz de Andrade, de 25 anos, que, por telefone disse à reportagem que o vereador “descontaria o valor desses utensílios em seu salário, mas fui demitida porque não aceitei seu abuso de autoridade e assédios. Daí ele propôs que meu namorado pagasse a dívida [de cerca de R$ 2 mil] e eu resolvi, então, devolver tudo”.

Verônica trabalhava na rádio comunitária local quando foi convidada por Adejar para exercer as funções de técnica administrativa enquanto cursa, na vizinha Água Boa, uma faculdade de Recursos Humanos. Na entrevista que concedeu por telefone a nossa reportagem ela disse que “comecei achar aquilo tudo muito estranho e sempre recusei suas investidas e cheguei a faltar aulas por temer seus assédios”.

“Quando a situação estava insustentável e ele ciente de que eu não queria e não quero nada com ele, muito menos suportar seu abuso de autoridade, eu fui demitida por telefone. Antes assim que ser humilhada”, retruca Verônica.

EMBOSCADA

Dias antes deste episódio o vereador que está em seu terceiro mandato e que já foi secretário de Saúde no município disse ter sido vítima de uma emboscada nas proximidades da ‘Fazenda Gonçalves’, de sua propriedade e localizada a cerca de 40 quilômetros do centro comercial de Ribeirão Cascalheira.

“Era quase meia-noite quando vi o mata-burro fechado a cadeado e desconfiei e corri para um vizinho, avisamos a polícia que chegou ao local uma hora depois”, disse ele que voltou ao lugar no dia seguinte onde encontrou uma bala de calibre 38, um cartão de visitas de uma cidade goiana, rastros e marcas de pneus indicando a manobra de um veículo.
Adejar diz que já falou com o juiz de direito da comarca “quando pedi proteção e pretendo, inclusive, mudar para a cidade,” disse ele que garantiu à reportagem não suspeitar quem seja o autor da emboscada ou a mando de quem. “Não tenho inimigos pessoais, tenho divergências políticas”, acentuou.

Sobre o caso envolvendo a ex-funcionária Verônica, o vereador resumiu em algumas palavras a sua versão: “Tive problemas com uma funcionária e despachei”, disse o presidente da Câmara de vereadores de Ribeirão Cascalheira.

 

semana7.com

 

Comentários

Data: 01/09/2011

De: Carlos

Assunto: cabra bom de taca

q cabra safado heim, tem uns suheitos sem procedencias mesmo, nao sei o q os outros vereadores irao fazer, pois podem ter o rabo preso com esse safado.

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