30/10/2014 - Cientistas descobrem gene responsável por alterações cardíacas e morte súbita

 

Um gene que sofreu mutação é o responsável por alguns casos de alterações cardíacas e morte súbita, segundo uma pesquisa de cientistas espanhóis publicada nesta quarta-feira (29). O estudo foi comandado por Carlos López-Otín, catedrático de bioquímica e biologia molecular da Universidade de Oviedo e Jose S. Puente, do Instituto de Oncologia da mesma universidade, que analisaram o genoma de pacientes com miocardiopatia hipertrófica.

 

"A análise genômica nos permitiu concluir que mutações no gene FLNC, codificante de uma proteína denominada filamina C, causaram miocardiopatia hipertrófica em oito das famílias estudadas", afirmou Puente.

 

Em declarações à Agência Efe, Ana Gutiérrez-Fernández, co-autora do estudo, publicado na "Nature Communications", comenta que a identificação desse novo gene "permite explicar a causa da doença em um grupo de pacientes sem mutações nos genes já conhecidos".

 

A descoberta do FLNC possibilitará identificar as pessoas portadoras desta mutação no gene e fazer um "acompanhamento clínico mais personalizado", aplicando um tratamento específico e, inclusive, se for necessário, poderá permitir que um desfibrilador seja implantado nos pacientes para evitar o processo que desencadeia a morte súbita, destacou a pesquisadora. 

 

Alimentação balanceada, atividade física e check-ups regulares são suficientes para prevenir infartos.

 

Homens correm mais risco de infarto que as mulheres? 

Jair Rodrigues, José Wilker e Luciano do Valle foram vítimas de uma das doenças mais fatais do mundo, o infarto agudo do miocárdio. Conhecido popularmente como ataque cardíaco, ele é provocado quando uma ou mais artérias que irrigam o coração ficam obstruídas e o músculo cardíaco deixa de receber oxigênio. A gravidade do infarto depende do tamanho da área afetada. Em alguns casos, pode restar uma pequena seqüela, em outros, tudo acontece tão rápido que não há tempo para conseguir ajuda médica.

 

Quando o bloqueio atinge uma artéria importante, ele pode causar uma parada cardíaca e até levar à morte. Se a parada cardíaca acontece de forma súbita, o infarto é considerado fulminante.

 

"Metade dos óbitos por infarto acontece antes de a pessoa chegar ao hospital", afirma o cardiologista Marcelo Cantarelli, diretor da Angiocardio e coordenador da Campanha Coração Alerta, realizada pela Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI) e pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

 

O sintoma clássico do infarto é a dor no peito, a angina, que pode se manifestar depois de algum tipo de esforço físico, incluindo os mais triviais, como subir uma escada ou uma ladeira. A dor é resultado da redução do fluxo de sangue e pode piorar progressivamente com a realização de atividades mais intensas.

 

Há casos em que a pessoa leva dias para perceber que está enfartando, principalmente quando o problema se manifesta com sintomas atípicos, como dor no estômago e na mandíbula. Nessas situações, não é raro que o atendimento médico demore a ser realizado. 

 

MITOS E VERDADES SOBRE O INFARTO

 

A dor nas costas deve ser considerada um sinal de infarto quando irradiada para os braços?

VERDADE: A dor no peito é a manifestação clássica de infarto. Porém, o ataque cardíaco também pode vir acompanhado por sintomas atípicos, entre eles a dor nas costas que se irradia para os braços e também para o pescoço.

 

Mesmo depois de ter as artérias desobstruídas, o paciente que infartou ainda pode ter complicações?

VERDADE: O risco de novo entupimento é maior em comparação com o de indivíduos que nunca infartaram, sobretudo se a obstrução tiver sido provocada pela formação de placas de gordura no interior das artérias, a doença aterosclerótica.

 

Enquanto espera atendimento médico, a pessoa com suspeita de infarto deve tomar uma aspirina?

VERDADE: A aspirina interfere na coagulação sanguínea e pode retardar ou impedir a formação completa do trombo causador da obstrução. Uma pessoa adulta pode tomar de dois a três comprimidos infantis ou meio ou um comprimido inteiro para adultos. O paciente deve mastigar bem a aspirina para melhorar a absorção do medicamento.

 

Um infarto pode levar vários dias até ser percebido?

VERDADE: Há infartos que não apresentam qualquer sintoma e outros que se manifestam com sintomas atípicos, como dor na região do estômago ou nas costas, mal estar e falta de ar. Nessas ocasiões, é possível que o diagnóstico seja feito tardiamente.

 

Uma forte emoção pode desencadear um infarto?

VERDADE: A liberação de adrenalina e de outros neuro-hormônios na corrente sanguínea pode elevar a frequência cardíaca e a pressão arterial, sobrecarregando o coração, principalmente quando a pessoa já possui obstruções nas coronárias. As emoções também podem provocar espasmos que, ao comprimirem as artérias, levam ao infarto. Segundo alguns especialistas, esses casos são menos frequentes e que acometem mais as mulheres. 

 

Pessoas obesas, fumantes, com níveis de colesterol elevado e hipertensas estão entre as principais vítimas do infarto?

VERDADE: Obesidade, tabagismo, colesterol elevado e hipertensão fazem parte dos chamados fatores de risco cardiovasculares. Eles facilitam o desenvolvimento de obstruções nas artérias, inclusive nas coronárias. Fatores de risco como diabetes, estresse, sedentarismo e herança genética devem ser considerados.

   

É mais comum sofrer infarto no inverno?

VERDADE: O frio e a conseqüente diminuição da hidratação causam vasoconstrição, aumento da viscosidade sanguínea e elevação dos fatores de coagulação. A maior ocorrência de infartos nessa época do ano está relacionada, aparentemente, a esses elementos.

 

Atletas de fim de semana têm mais chances de ter um infarto?

VERDADE: Pessoas não treinadas e que no final de semana decidem fazer uma atividade física vigorosa, como futebol ou tênis, aumentam em cem vezes a chance de sofrer um infarto. A informação é de uma pesquisa de Harvard

 

O infarto pode se manifestar com sintomas atípicos, como dor na mandíbula e sensação de indigestão?

VERDADE: Sintomas como esses são atípicos, porém também podem sinalizar a ocorrência de infartos.

 

A menopausa é um fator de risco para o infarto?

VERDADE: A menopausa tem início com a interrupção da produção de estrogênio pelo ovário. A partir desse momento, aumentam os níveis do colesterol ruim (LDL), a gordura abdominal, a pressão arterial, os níveis de glicose no sangue e a coagulação -fatores de risco para o infarto.

 

Mesmo quem faz check-up regularmente pode sofrer um infarto?

VERDADE: O objetivo do check-up é identificar e, se necessário, corrigir os fatores de risco do infarto, como hipertensão, diabetes, colesterol elevado, obesidade, tabagismo e estresse. A correção desses fatores pode reduzir em aproximadamente 80% os riscos de um ataque cardíaco. Porém, ainda resta uma probabilidade, mesmo que pequena.

 

Todo infarto deixa seqüelas no organismo?

PARCIALMENTE VERDADE: As sequelas são resultados da interrupção da irrigação sanguínea no músculo cardíaco. A gravidade delas vai depender dos danos provocados, o que torna extremamente importante o rápido atendimento. Se o tratamento for feito nas três primeiras horas após o início dos sintomas, é difícil que haja seqüelas.

 

Dor aguda e intensa no peito é sinal de infarto?

PARCIALMENTE VERDADE: O sinal mais clássico de infarto é a dor intensa no peito, como se houvesse um aperto ou queimação. Apesar disso, outras doenças podem produzir sintoma parecido, dentre elas a dissecção ou ruptura de um aneurisma de aorta, tromboembolismo pulmonar, espasmo ou ruptura de esôfago e pneumotórax.

 

Homens enfartam com mais freqüência que as mulheres?

PARCIALMENTE VERDADE: Em praticamente todas as faixas etárias, os homens infartam mais que as mulheres, segundo especialistas. Isso muda quando as mulheres entram na menopausa e ficam sujeitas praticamente aos mesmos riscos que os homens na faixa de 70 anos.

 

É impossível enfartar sem perceber?

MITO: Cerca de 20% dos infartos não produzem sintomas. Eles são mais comuns entre os diabéticos, idosos e mulheres.

 

É muito difícil prevenir o infarto entre pessoas com predisposição genética?

MITO: Quem tem predisposição genética pode ampliar os cuidados com a saúde para evitar o problema. Controlar os fatores de risco como hipertensão, diabetes, estresse, colesterol e triglicérides elevados, abandonar o cigarro e praticar regularmente atividades físicas estão na lista. Em alguns casos, ainda podem ser prescritos medicamentos de prevenção.

 

Toda pessoa que sofre um infarto precisa passar por uma cirurgia de ponte de safena?

MITO: Apenas 30% dos casos demandam uma intervenção cirúrgica desse tipo, segundo médicos. Na maioria das vezes, é realizada uma intervenção cirúrgica que desobstrui a artéria com a introdução de um cateter, a angioplastia.

 

Crianças e adolescentes não sofrem infartos?

MITO: O infarto pode acontecer em qualquer idade, segundo os médicos. O ataque cardíaco causado por doença aterosclerótica (placas de gordura no interior das artérias) é mais comum a partir dos 50 anos. Porém, o infarto tem outras causas, entre elas o tabagismo e o consumo de substâncias vasoconstritoras, como a cocaína e a mistura de energético com bebida alcoólica.

 

Pessoas magras dificilmente sofrerão um infarto?

MITO: A gordura é apenas um dos fatores de risco para o infarto. É preciso ainda considerar o histórico familiar, o tabagismo e a presença de distúrbios como diabetes, hipertensão, colesterol elevado, estresse e depressão.

 

Colesterol elevado não tratado provoca infarto?

MITO: A hipercolesterolemia, ou o colesterol ruim (LDL) elevado, é um dos fatores de risco, mas isso não indica que o problema se desdobrará, necessariamente, em um infarto.

 

Toda pessoa que sofre um infarto precisa passar por uma cirurgia de ponte de safena?

MITO: Apenas 30% dos casos demandam uma intervenção cirúrgica desse tipo, segundo médicos. Na maioria das vezes, é realizada uma intervenção cirúrgica que desobstrui a artéria com a introdução de um cateter, a angioplastia.

 

Quem sofre um infarto não pode mais praticar atividade física?

MITO: Pessoas que sofreram infarto podem e devem fazer exercícios físicos. Mas antes é preciso realizar testes e exames avaliar quais atividades são mais indicadas. 

 

Infartos fulminantes são mais freqüentes em jovens adultos?

MITO: Jovens, adultos e idosos têm as mesmas probabilidades de sofrer infartos fulminantes, garantem os especialistas.

 

 

Marina Kuzuyabu

 

 

Comentários

Data: 31/10/2014

De: LENANDRA

Assunto: INFARTO

EU TO COM ESSE PLOMEMA EU SINTO DOR NO PEITO SINTO FALTA DE AR DOE MUITO MINHA CABEÇA Y MUITA TONTURA DOR NO CORPO TENHO MEDO DE DORMIR ME ATACA A NOITE MAS

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