30/10/2015 - Defaz cumpre mandado no Intermat

A Delegacia Especializada em Crimes Contra Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz) cumpriu mandados de busca e apreensão na sede do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat).

As delegadas Cleibe Aparecida e Alexandra Fechone, juntamente com agentes, recolheram documentos relacionados a dois processos de legalização de áreas, investigada por irregularidades desde 2007.

A presidente do Intermat, Luciane Bezerra, disse que já prestou esclarecimento ao Ministério Público e para a Defaz com relação a esses dois processos. "Um desses processos já está com a Justiça, o outro eles estão em busca, porque são processos muito antigos e não temos conhecimento dos atos. Sabemos que são de regularizações de terras possivelmente indevidas, mas não podemos afirmar do que se trata.

Luciane afirma que não está ocorrendo nenhuma operação no órgão, para fazer uma devassa em relação aos processos. "Estamos trabalhando com as possibilidades que temos no Intermat, mas precisamos fazer um novo trabalho para melhorarmos as condições de todo o órgão. Precisamos adptar o velho para o novo".

A presidente destaca que não tem acesso aos processos e que a única coisa que eles sabem é que um dos processos se trata de terras próximas a Cuiabá e o outro em Poxoréu."Não temos acesso a investigação da polícia sobre este caso. Há muitos boatos que anteriormente nos finais de ano, muitas caminhonetes saiam do órgão com documentos, mas não temos como comprovar nada disso".

Outro problema que Luciane ressalta é que no Intermat não possui um programa interno informatizado para fazer uma varredura nestes processos para identificar se todos eles estão dentro do órgão ou não.

"Estamos providenciando este programa para 2016. Aí sim, teremos conhecimento se todos os processos de regularização fundiária constam no Intermat. Somente depois disso, é que teremos uma resposta se estes documentos estão no órgão ou eram levados por terceiros".

A delegada Cleibe Aparecida de Paula, que comandou o cumprimento do mandado, explicou que a investigação sobre o processo de regularização fundiário está sob sigilo de Justiça, mas está quase concluída as investigações. "A única coisa que podemos dizer é que estão bem avançadas as investigações".

 

 

Fernanda Leite e Soraya Medeiros, repórter do GD

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