31/01/2011 12h:14 Prefeitura reconhece drama e vai implantar linha de ônibus em assentamento

 O secretário Municipal de Trânsito e Transporte Urbano de Cuiabá- SMTU, Edivá Pereira Alves, prometeu aos moradores da antiga Fazenda Velha, localizada na região sul da capital, que vai buscar meios para implantar uma linha do transporte coletivo cujo valor da passagem praticado é de R$ 2,50. Hoje os moradores pagam até R$ 9 pelo transporte que é feito por uma empresa particular.

 Levado à reunião a convite do vereador Misael Galvão (PR), Edivá fez um compromisso com as lideranças das 13 comunidades daquela região: “Prometo que vou me empenhar ao máximo para que empresários do setor atendam esta demanda”, frisou.

Aricazinho, 21 de abril, Rio dos Couros, Farturinha, Fazenda Velha, Ribeirão da Fazenda, Buritizal, Barreiro, Barreirinho, Raizama, Formosa, Bela Vista e São Jerônimo, vão agora documentar para o secretário a realidade vivenciada pelos moradores, com o transporte, que hoje é feito por uma empresa particular, cobrando à passagem a $R 8,00, mais R$ 3,00, para carregar mercadorias, além de não cumprir a lei, do transporte gratuito, para pessoa idosa.

 “A falta do transporte coletivo em nossa região, já se tornou um problema crônico, e inclusive deixamos de nos locomover até a cidade, ou até mesmo buscar remédios na policlínica do Pedra 90, devido ao alto preço cobrado pela passagem”, declarou o pequeno produtor de Buritizal, Erineu Anunciação Correia.

O vereador Misael Galvão argumentou com os presentes, que é fundamental a presença de todos nesse processo, porque é uma luta, segundo ele, que irá proporcionar uma vida mais digna as famílias da região.

 Este blog publicou no dia 25 de janeiro.

 Absurdo: Moradores de comunidades rurais de Cuiabá pagam 8 reais pelo transporte coletivo

Cerca de 6 mil pessoas que residem em 13 comunidades localizadas a 22 km do bairro Pedra 90, em Cuiabá, pagam 8 reais por uma passagem do transporte coletivo. Inda e vinda são R$ 16 reais, o valor de uma galinha caipira que os pequenos agricultores levam seis meses para tratar até o ponto de abate e venda. O serviço é prestado por uma empresa particular porque o município não mantém linha do transporte coletivo para aquela região.

Foto: Sandra Carvalho

Dona Maria precisa buscar medicamentos no PSF do Pedra 90 mas passagens são muito caras


Aposentados também pagam este mesmo valor, assim como as crianças, independente da idade. Caso o passageiro tenha mercadorias pra levar, deve pagar de dois a três reais por bagagem, dependendo do tamanho. “Esses dias eu trouxe um sacolão e um saco de milho e paguei dois reais por cada um”, conta Dalva Salomão de Carvalho, 56 anos. Ela vem duas vezes por semana a Cuiabá pra fazer um bico de faxineira. Recebe 100 reais pelo serviço e gasta 30% com as passagens de ônibus.

Maria José Salomé dos Santos, 67 anos, precisa ir frequentemente ao PSF no Pedra 90 para consultas. Os medicamentos são distribuídos gratuitamente no posto de saúde, mas ele tem que pagar 16 reais para busca-los. Como não pode ir sozinha por conta da idade, são gastos mais 16 reais com a passagem do acompanhante. “E lá na cidade não dá nem pra comer um bolo”, reclama a idosa, já que o ônibus só retorna às 16 horas.

Como não há transporte coletivo para aquela região, os moradores ficam reféns da empresa cujo serviço que custa até três vezes mais caro do que ir de Várzea Grande para Bonsucesso, Praia Grande, Pai André. Até mesmo ir para o município de Santo Antônio do Leverger fica mais barato do que ir para estes assentamentos: Aricazinho, 21 de abril, Rio dos Couros, Farturinha, Fazenda Velha, Ribeirão da Fazenda, Buritizal, Barreiro, Barreirinho, Raizamas, Formosa, Bela Vista e Pai Divina.

Blog da Sandra Carvalho