31/05/2011 - 08h:00 'Morte de Caveira foi a única fatalidade de toda operação'

 Após a Delegacia de Homicídio e Proteção a Pessoa ter apontado a morte do vendedor ambulante, Gilson Silva Alves na segunda-feira (23) como uma fatalidade, a família retruca e aponta que a única fatalidade do caso foi a morte do investigador João Osni Guimarães, o “Caveira”, em um acidente de carro durante o suposto socorro ao policial Edson Leite. 

Paulo Anunciação Alves, irmão de Gilson Alves, afirma que "Caveira" foi o responsável pela operação com a intenção de matar o irmão e questiona o fato do policial ter socorrido o colega tão rapidamente, já que os dois não se davam bem. Ele diz ainda ter certeza de algo aconteceu dentro do veículo durante o caminho até o hospital para que o acidente ocorresse, e que isso sim teria sido a única fatalidade de toda a ocorrência.

A Polícia Civil aponta que João Osni foi ao local do crime para abastecer o carro, mas ao ouvir disparos de arma e avistado colegas de farda feridos, se envolveu na situação. Porém, esse fato é contestado pela família que diz que o investigador  é o responsável por arquitetar a ação com a intenção de matar Gilson Alves em repreensão a uma denúncia de roubo contra um suposto parente.

 

ENTENDA O CASO

Os investigadores Edson Leite e Maxwel Pereira, lotados no Núcleo de Inteligência (NI) Centro de Integração Cisc-Coxipó estariam investigando um bandido de alta periculosidade que estaria morando em Várzea Grande (Grande Cuiabá), quando descobriram que o supsoto bandido estaria morando no bairro São Matheus.

Numa suposta campana para prender o referido bandido, Leite e Maxwel teriam seguido um Gol preto e o perderam na Rodovia dos Imigrantes. Na volta, os dois policiais localizaram o mesmo Gol parado no Posto 2006.

Ao ver os dois policiais, no entanto, o homem, mais tarte identificado como Gilson Alves, correu para o mato e foi seguido pelo investigador Maxwel. Os dois teriam entrado numa luta corporal, quando a arma do policial caiu.

Gilson teria pego a arma e disparado contra Maxwel. Logo em seguida chegou o policial Edson Leite e também  foi baleado. O investigador João Osni teria parado no mesmo posto para abastecer seu carro, quando saiu para ajudar seus companheiros da Poilícia Civil.

Vendo Leite baleado, João Osni o socorreu, mas o carro dele em alta velocidade saiu de seu controle na Avenida Júlio Muller, no centro de Várzea Grande, e se espatifou contra a quina de concreto do muro de uma casa. Edson Leite e João Osni morreram no local. Essa foi a versão aprasentada pela Polícia Civil em uma entrevista coletiva.

Como o caso gerou muita polêmica. As pessoas ainda suspeitam de que existam outras versões ainda desconhecidas da própria Polícia. Por isso foi aberto um inquérito policial que esta sendo presidido pelo delegado Antonio Carlos Garcia de Mattos, titular da Delegacia de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP).

A família que agora entrou em "silêncio total", possivelmente com medo de represália, já se manifestou contra a versão da Polícia. Dona Josiane,  mulher de Gilson afirma que o marido foi executado sem uma mínima chance de defesa, pois nunca usou uma arma de fogo.

 

Da Redação - Priscilla Vilela