31/08/2011 - 08h:15 Estado serve comida podre a policiais civis enquanto população vive aterrorizada com violência

Policiais Civis e escrivães lotados nos Centros Integrados de Segurança e Cidadania (Cisc) de Cuiabá (MT) estão revoltados com as péssimas condições de  trabalho oferecidas pelo Estado.  Os servidores denunciam, em documento, desde viaturas sucateadas à refeições estragadas. Estes absurdos somados aos baixos salários levaram a categoria a entrar em greve. Enquanto o Governo de Mato Grosso submete os policiais as estas situações absurdas, a população paga o preço da violência que espalha terror em plena luz do dia na capital.

 

Segundo a denúncia, as marmitas servidas aos policiais pela Secretaria de Estado de Segurança  tem chegam totalmente estragadas aos locais de trabalho, obrigando os profissionais a comprar suas refeições caso não queiram passar fome. “Ao comer  essa refeição, passamos  mal o dia todo”, citam no relato.

 

 “Além disso, devido ao horário de trabalho, não temos condições de almoçar direito, principalmente as equipes que atendem acidentes de trânsito”, completam, sugerindo à Secretaria de Segurança que adote o sistema de “vales refeição”, dando a oportunidade para que os servidores escolham refeições de sua preferência e, no mínimo, digna.

 

Quanto às viaturas disponibilizadas a esses profissionais, algumas já estariam “caindo aos pedaços”. De acordo com o documento elaborado no Cisc Planalto, os veículos apresentam diversos problemas. “Mal chegam das oficinas e apresentam problemas mecânicos, além de tuda a culpa desses problemas sempre caem em cima dos condutores dos veículos, que são os policiais. Precisamos de veículos novos e de carros reservas . Esses estão dificultando nosso trabalho”, reclamam, lembrando que as viaturas são locadas pelo Governo do Estado e que a empresa locatária é obrigada a garantir a devida manutenção.

 

A estrutura física do Cisc Planalto é outro problema. Segundo os policiais, o local não oferece segurança para os profissionais trabalharem. Parentes dos detidos se misturam com os policiais, tendo acesso a qualquer sala e corredores do órgão. No local não há uma sala adequada para receber os advogados e seus clientes. A recepção da Central é totalmente desorganizada, oferecendo riscos servidores ali lotados.

 

Vida boa - Outra denúncia feita pela categoria refere-se às dificuldades para o encaminhamento dos procedimentos destinadas a Defensoria Pública, principalmente nos feridos e finais de semana. Os policiais contam enquanto cumprem seus plantões dentro de suas unidades são obrigados a ficar a disposição do defensor plantonista. “Temos que protocolar a documentação na residência do defensor e no horário estabelecido por ele. Ficamos revoltados de trabalhar dessa forma.  Seja o dia que for, o documento deveria protocolado na própria Defensoria Pública”.

 

Decididos, os policiais garantem que, a partir de agora, caso não consigam protocolar a documentação na Defensoria Pública nos feriados e finais de semana, denunciarão o fato oficialmente.

 

Cristina Cavaleiro/Site No Poder

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