31/08/2014 - Indígena da etnia terena descobriu, que estava grávida de quadrigêmeas

Uma indígena da etnia terena descobriu, na última sexta-feira, que estava grávida de quadrigêmeas na sala de cirurgia, durante o parto normal, na maternindade Cândido Mariano, em Campo Grande. Denir Campos, 37 anos, disse ao G1 que acreditava estar esperando apenas dois bebês, porque o ultrassom feito durante o pré-natal em Anastácio, a 128 quilômetros de Campo Grande, apontava para gêmeos.

"Quando eu fui fazer ultrassom os médicos só viram dois [bebês]. E só fui saber da novidade na hora do parto, quando os médicos falaram que tinha mais um pra nascer. Achei que eles estavam brincando, mas depois veio outra menina ainda", lembra Denir. A dona de casa disse ter ficado em estado de choque com a notícia.

Elizabete, Eliza, Elizangela e Elizete, quadrigêmeas univitelinas nasceram de 31 semanas, em um intervalo de 10 minutos, com pesos entre 890 gramas e 1,170 quilo. Logo depois do parto, as bebês foram levadas para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, onde devem ficar para ganhar peso nas próximas semanas. Conforme o hospital, não há previsão de alta para elas.

Denir e o marido, Odair Cândido, 32 anos, chegaram à Campo Grande por volta das 22h de sexta-feira.

A gestante começou a ter contrações no início da noite e foi transportada por uma ambulância de Anastácio até à maternidade.

O pai das bebês disse que durante a viagem teve medo de não chegar a tempo para o parto. "Achamos até que ia nascer na estrada, mas graças a Deus deu tudo certo e chegamos em cima da hora", afirmou. O casal tem outros 7 filhos e mora em um assentamento.

Ajuda
Segundo a assistente social da maternindade, Taline Mara Bronze, o casal e a equipe médica ficara chocados com a descoberta durante o parto. Em 7 anos trabalhando na unidade, Taline diz que é a primeira vez que presencia nascimento de quadrigêmeos.

"A surpresa foi muito grande, por vários motivos. Primeiro porque as bebês nasceram de 31 semanas, segundo porque foi de parto normal e terceiro porque dividiam a mesma placenta", explicou. Taline diz que a família agora está recebendo atendimento da Casa de Apoio à Mãe Gestante, administrada pela unidade de saúde.

"É uma família bastante vulnerabilizada. Por isso, estamos pedido para a população, para quem quiser e puder ajudar, que doe fraldas descartáveis tamanho RN (Recém-Nascido). Roupas e outras coisas não são prioridade agora porque eles ainda nem usam, porque durante o tempo que ficarem na UTI só vão usar fraldas mesmo", explicou.

As doações podem ser feitas diretamente na maternidade, localizada na avenida Marechal Deodoro, 2.644, no Centro.

 

 

Escrito por Gabriela Pavão Do G1 MS 

Comentários

Data: 01/09/2014

De: bb

Assunto: Nossa

Que lindo,que Deus proteja vceis estaremos sim ajudando.

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