31/12/2014 - Taques define nomes para comandar PM, Polícia Civil e Detran

O governador eleito Pedro Taques (PDT) anunciou, na tarde desta terça-feira (30), os nomes dos assessores que atuarão no segundo escalão da área de Segurança Pública em Mato Grosso.

O coronel Zaqueu Barbosa será o novo comandante da Polícia Militar e o coronel Júlio César Rodrigues vai chefiar o Corpo de Bombeiros.

O delegado Adriano Peralta Moraes será o diretor-geral da Policia Judiciária Civil.

O também delegado Rogers Elizandro Jarbas, que atua na Delegacia Fazendária, será o novo presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT). 

Rubens Okada vai chefiar a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

A equipe de Segurança será comandada pelo promotor de Justiça Mauro Zaque, escolhido por Taques para ser o secretário de Estado de Segurança Pública.

"Índices alarmantes"

Ao anunciar a composição da equipe da Segurança Pública, Pedro Taques reafirmou que o setor será uma das prioridades de sua gestão, que começará no dia 1º de janeiro.

Ele observou que os índices de homicídios em Mato Grosso são "alarmantes" e que, por isso, a Segurança Pública deve ser tratada com relevo.

"Os cinco maiores municípios têm índice de criminalidade absurdos. Veja o que aconteceu em Sinop", disse Taques, se referindo à execução do estudante Eric Severo, 21, por dois bandidos que roubaram a caminhonete S10 do rapaz.

Para Taques, Segurança Pública não é somente uma questão de Polícia. "Precisamos atuar na prevenção e também na repressão", afirmou.

Números

O governador eleito ainda ressaltou o baixo número de policiais militares e a diminuição dos recursos para a Polícia Civil.

“O número de coletes a prova de bala vencida é um absurdo. As armas não estão em números suficientes. O Distrito Federal, por exemplo, tem 2 milhões de habitantes e 15 mil policiais militares. Nós temos mais de 3 milhões de habitantes e apenas 6.482 policiais militares. Precisamos de mais”, disse.

“O Corpo de Bombeiro tem 1.100 membros e precisa de mais 3 mil. Já a Polícia Técnica falta agentes e condições de trabalho. A Polícia Civil que em 2009 tinha um orçamento de R$ 24 milhões, em 2013 caiu para R$ 11 milhões, e para 2015 o orçamento previsto é de R$ 5 milhões”, afirmou.

Segundo Taques, uma das metas será fazer a regionalização e integração das polícias civil e militar.

“Precisamos que o cidadão seja tratado com mais humanidade. E um dos compromissos do nosso programa de governo é humanizar a segurança. Não faremos essas mudanças sozinhas, faremos com essas pessoas que aqui estão e nós estamos depositando a nossa confiança”, disse.

Prioridade máxima

Segundo o futuro secretário de Segurança, Mauro Zaque, a equipe anunciada irá trabalhar em cima de um plano de ações desenvolvido para os primeiros 100 dias de gestão.

Em seguida, segundo ele, o resultado será analisado junto com Taques e novas metas redefinidas.

“A segurança é uma questão de prioridade máxima nesta administração e neste sentido definimos esses nomes para fazer a segurança deste Estado. Esta equipe irá trabalhar de forma integrada dentro das diretrizes e do projeto de regionalização e integração, para que possamos construir uma nova política de segurança pública”, afirmou.

 

 

Douglas Trielli 
Da Redação

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