31/12/2015 - 2015, um ano para não ser esquecido

31/12/2015 - 2015, um ano para não ser esquecido

As tribulações e crises desencadeadas em 2015 não devem ser esquecidas. A avaliação é do professor, historiador e suplente de senador, Manoel Motta (PCdoB). De acordo com ele, o ano será lembrado pelas contradições políticas e econômicas que colocaram o país numa situação de risco que só poderá ser superada se houver um empenho maior do governo federal e a participação da sociedade economicamente ativa.

“Essas contradições acabaram criando um impasse político entre situação e oposição, que se aproveita do momento para tentar jogar a sociedade contra o governo, porém, não tem um projeto para ajudar a solucionar a crise. É uma tentativa de exercer o poder pelo poder”, argumenta o professor.

De acordo com Motta é preciso avivar a importância da retomada do crescimento do país para se garantir a estabilidade econômica e a própria democracia.

“Apesar de todas as questões que apontam negativamente para a economia nacional, o impeachment da presidente Dilma Rousseff se tornou o principal assunto tanto no Congresso Nacional quanto nas rodas de bate papo, como se isso fosse solução definitiva para tantos problemas que surgiram em 2015”, aponta.

O agravamento da crise governamental, segundo Manoel Motta, não justifica o pedido de impeachment. Para ele, tudo não passa de uma manobra política para convencer a população de que esse seria o melhor caminho no momento.

“Períodos de insatisfação com o governo sempre existiram e sempre vão existir. Ainda mais no caso dos governos do PT, que nunca tiveram uma vitória com ampla maioria, sempre por maioria simples, pelo segundo turno, o que faz com que os adversários não aceitem o resultado das urnas e, ao invés de ajudar a manter a governabilidade, tentam de todas as formas atrapalhar para tentar virar o jogo na pressão, porém, eles (oposição) não têm nenhum projeto político claro para querer assumir o controle do país”.

Quanto às questões que envolvem as duas principais casas políticas do país (Senado e Câmara Federal), Motta destaca que “historicamente o Parlamento brasileiro sempre viveu cercado de polêmicas, porém, vive um momento diferente, tendo que administrar uma crise política muito séria que está desaguando inclusive na prisão de seus membros (caso específico do senador Delcídio do Amaral, do PT-MS)”.

O professor defende que todas as denúncias sejam apuradas a fundo e que aqueles que comprovadamente tiveram envolvimento em fraudes, negociatas e desvio de dinheiro público recebam as punições previstas na lei.
 

 

Luiz Acosta, repórter do GD

 
 

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