14/02/2016 - Clínica será julgada em abril por contaminação de mulheres em Cuiabá

Ao todo, 133 pacientes foram vítimas de mau serviço e tiveram sequelas graves

 

O juiz da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Popular, Luis Aparecido Bortolussi Junior, designou para o dia 18 de abril de abril, às 14h,a primeira audiência de instrução e julgamento que envolve a Clínica Plena Forma no episódio da infecção generalizada provocada em mulheres durante procedimento estético em Cuiabá. O magistrado arrolou no processo Dayana Leite Carvalho e Juscelina Leite Carvalho (representantes da clínica Plena Forma), Octalab Farmácia de Manipulação Ltda (empresa de São Paulo), e Farmácia de Manipulação Prosigma Ltda (empresa de Minas Gerais).

A ação visa reparar os dados estéticos causados as consumidoras mediante compensação financeira; danos morais sofridos a 133 consumidores que, de acordo com o Ministério Público Estadual (MPE), são  vítimas efetivas de contaminação e da aplicação de um produto farmacêutico nocivo à saúde, além da aflição gerada pela exposição à possibilidade de contaminação. O MPE também pede indenização pelos danos materiais causados pelas consumidoras que contrataram e se submeteram aos lesivos procedimentos estéticos.

Na ação, o MPE ainda pede a restituição dos valores pagos por todos os consumidores submetidos aos procedimentos ou que adquiriram, mas não chegaram a utilizar, além dos gastos eventuais com o tratamento da moléstia “advinda do uso do nocivo Tiratricol”. O episódio da contaminação aconteceu em julho 2012, quando as pacientes apresentaram infecções  após realizar tratamento estético a base de enzimas na clínica Plena Forma.

As pacientes procuraram a clínica, na época, para eliminar gorduras localizadas, e foram infectadas por uma bactéria denominada micobactéria. As mulheres ficaram com nódulos e tiveram formação de pus e vermelhidão no local onde foram realizadas as aplicações.

Um laudo médico foi realizado por um infectologista, na época, e apontou que as pacientes teriam contraído a bactéria por falta de esterilização dos materiais utilizada pelos profissionais da clínica. As pacientes tiveram que ser submetidas a tratamento médico no Hospital Metropolitano de Várzea Grande, onde foi montada uma rede de atendimento para dar suporte especial. 

 

 
Da Redação