09/07/2018 - "Se aceitar só partidos imaculados, o PSL não se coligará com ninguém"

09/07/2018 - "Se aceitar só partidos imaculados, o PSL não se coligará com ninguém"

O deputado federal Victório Galli (PSL) afirmou que o partido não irá acatar eventuais restrições da ex-juíza e pré-candidata ao Senado, Selma Arruda, às coligações que o partido julgar necessárias.

 

Segundo o congressista, que é pré-candidato à reeleição, o objetivo de garantir palanque ao candidato do partido à Presidência, Jair Bolsonaro, está acima de "interesses particulares".

 

"Temos prioridades e, entre elas, está a de garantir que nosso candidato a Presidência tenha um palanque forte em Mato Grosso. Essa definição não será feita por uma pessoa apenas", afirmou, ao Midianews.

 

Na quarta-feira (4), Selma reuniu-se em Brasília com senador Wellington Fagundes (PR), pré-candidato ao Governo em possível uma composição com o MDB.

 

Questionada sobre o encontro, porém, ela descartou a possibilidade de integrar uma chapa encabeçada por Fagundes, alegando não se "sentir à vontade" em dividir o palanque com os emedebistas.

 

Como juíza, Selma se notabilizou por sentenças e mandados de prisão relacionados a esquemas de corrupção operados na gestão de Silval Barbosa, então no MDB e atualmente sem partido. Em dezembro, ela condenou o ex-governador a 13 anos e sete meses de prisão por organização criminosa, concussão (extorsão praticada por servidor público) e lavagem de dinheiro.

 

“O senador Wellington argumentou com a gente no sentido de que o MDB é um partido muito grande, com todos os tipos de visões, de pessoas, um partido muito antigo e que não teria problema nenhum em convivermos. Mas eu continuo com minhas restrições”, disse Selma, em entrevista à Rádio Capital FM.

 

A ex-juíza disse, ainda, que prefere desistir da candidatura a aceitar alguma "imposição". "Eu me coloquei à disposição para trabalhar a favor de Mato Grosso, mas não vou vender minha alma pra isso”, disse.

 

Sobre o assunto, Galli disse que o partido "respeita" o posicionamento de Selma, mas que não abrirá mão de construir uma aliança forte, independentemente disso.

 

"Não vamos fechar nenhum caminho. Até porque, se formos aceitar só partidos imaculados, no qual ninguém tenha problemas, não vamos conseguir coligação com ninguém. Isso não existe", declarou.

 

O deputado disse, porém, que o partido não trabalha com outra hipótese que não seja a candidatura de Selma ao Senado.

 

"Ela está em segundo lugar nas pesquisas. É um nome importante para Mato Grosso e para nosso partido. Vamos conversar muito ainda até a definição das coligações."

 

 

 

DA REDAÇÃO 

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