11/07/2018 - Polícia desmantela central de jogo do bicho e apreende 48 máquinas

11/07/2018 - Polícia desmantela central de jogo do bicho e apreende 48 máquinas

Três pontos de apostas de jogo do bicho foram fechados pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) nesta terça-feira (10) em Cuiabá. Ao todo, a Polícia Civil apreendeu 48 máquinas que faziam as apostas eletronicamente e 3 homens foram detidos pela exploração do jogo do bicho. Eles prestaram depoimentos e foram liberados.

Segundo o delegado Luiz Henrique Damasceno, a central de apostas foi descoberta por causa de uma denúncia sobre clonagem de cartões de crédito que era realizada no Centro da Capital. No entanto, ao averiguar a denúncia foi constatada a casa de apostas do jogo do bicho.

“Ao ser abordado o suspeito afirmou que no local funcionava um escritório do jogo do bicho e apontou diversas máquinas de apostas”, afirmou Damasceno. Entre os locais utilizados para fazer a apostas estava uma lanchonete e duas casas, sendo uma delas utilizadas como escritório.

O proprietário da casa de jogos e outros 2 funcionários foram detidos e conduzido à GCCO. “Tranquilos, por saber que o crime é de baixo valor ofensivo e a pena máxima é de 2 anos, eles admitiram trabalhar com o jogo do bicho e também negaram clonar cartões conforme a denúncia inicial”, relatou o delegado ao Gazeta Digital.

Após prestarem depoimento, todos foram liberados. Celulares, anotações e cheques também foram apreendidos, além das máquinas que serão analisadas pelos investigadores.

Luiz Henrique explicou que atualmente os jogos do bicho foram informatizados, de forma que as apostas são realizadas através de máquinas como as utilizadas para passar cartão de crédito. “O jogo do bicho é feito através de uma maquininha eletrônica, deu uma avançada em relação aos últimos anos. Ainda não sabemos se as máquinas têm o sistema alterado ou se são fornecidas já com essa finalidade, mas tudo isso é objeto de investigação”, explica.

Sobre a apreensão do dinheiro, cujo valor ainda não foi contabilizado pela equipe de investigadores, o delegado acredita tratar-se uma quantia inferior a R$ 3 mil.  Os pagamentos eram realizados através de cartões de crédito e até em cheques.

Em relação às apostas, o delegado trabalha com a possibilidade de que os jogos também eram realizados em outros locais. “Pela estrutura que eles tinham, o jogo do bicho funcionava há algum tempo, ainda não dá para precisar. A gente precisa checar se eles trabalhavam apenas nesses 3 locais. Pode ser que ele fornecia essas máquinas para outros lugares, assim como se faz com as máquinas de cartão de crédito”, frisou.

No Brasil o jogo do bicho, assim como outros jogos de azar, é proibido. A prática é considerada crime, conforme a Lei de Contravenções Penais.

Em Mato Grosso, o jogo do bicho era chefiado por João Arcanjo Ribeiro durante décadas até sua prisão em 2003. Hoje o ex-bicheiro cumpre pena por diferentes crimes em regime semi-aberto após 15 anos de prisão. Ele, inclusive, conseguiu permissão para voltar a trabalhar e atua em empresas de sua família, na administração de estacionamentos.

 

 

Valquiria Castil, repórter do GD

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