11/07/2018 - Pintor atropelado sofre fraturas e processará advogado por indenização - veja vídeo

11/07/2018 - Pintor atropelado sofre fraturas e processará advogado por indenização - veja vídeo

A família do pintor Martiniano Cabral, 54, que foi atropelado pelo advogado Dyego Nunes da Silva Souza, 32, na noite de sexta-feira (6) no bairro CPA 4, diz que vai buscar indenização na Justiça, pois o trabalhador sofreu fraturas na bacia, costela e no joelho. Em repouso a vítima sente dores, mas não precisará de intervenção cirúrgica.

O caso ganhou repercussão porque outro advogado, Luciano Carvalho do Nascimento, acionado para defender Souza, se envolveu numa confusão com policiais civis que resultou numa série de acusações de ambos os lados. A reportagem apurou que os advogados envolvidos no caso possuem outras passagens pela polícia.

Uma fonte do Gazeta Digital, disse que tanto o pintor, quanto o amigo dele, que também foi atropelado pouco antes e sofreu escoriações pelo corpo, devem buscar os direitos deles na Justiça. Sem entrar em detalhes sobre as alegações para preservar a segurança deles, ambos devem pedir indenização por danos materiais.

No dia do acidente, o pintor auxiliava uma amiga a manobrar o carro dela, para entrar na garagem de casa, quando de o advogado motorista, que dirigia um Ford Fiesta Sedan, em alta velocidade o atropelou, logo após atingir o colega dele.

Após o atropelamento o motorista ainda bateu no carro da mulher que realizava a manobra e conseguiu fugir em alta velocidade, sem prestar socorro.

CNH e documento do carro vencidos

De acordo com o boletim de ocorrência sobre o caso, o advogado Dyego Nunes da Silva Souza estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o documento do veículo, vencidos. Consta ainda no documentoque ele apresentava sinais aparentes de embriaguez. Testemunhas que estavam no local conseguiram anotar a placa, passando aos agentes.

Investigadores foram até a casa do advogado, no bairro Morada da Serra, onde encontraram o veículo estacionado com o para-brisa quebrado e a lateral riscada.

Na ocasião o advogado responsável pelo atropelamento se recusou a realizar o teste do bafômetro e teria resistido a prisão. Neste momento iniciou-se uma confusão entre o acusado, o advogado dele, Luciano Nascimento e os policiais.

Dyego Nunes na noite dos fatos, é acusado de ter cometido 5 infrações penais, são elas: dirigir embriagado, lesão corporal culposa, omissão de socorro, fuga de local de acidente e resistência à ação policial.

Histórico de registros policiais

Ele também é investigado em ocorrência de um ato cometido em maio de 2017, no Jardim Alvorada na Capital, onde a ex-namorada foi atá a casa dele buscar roupas e ao sair da residência, ele teria pego o celular da vítima e enviado vídeos e fotos íntimas dela em grupos de whatsapp de familiares, colegas de trabalho e grupos de estudo.

Já Luciano Carvalho do Nascimento que acusa policiais civis de truculência, tem passagens policiais pelos crimes de apropriação indébita, invasão de propriedade particular, exercício arbitrário, injúria contra uma mulher, estelionato e por ter causado tumulto na delegacia de Rondonópolis, em 2015, após a prisão de um traficante que era seu cliente. Na noite do acidente ele foi autuado por resistência e por dificultar a ação policial. 

Confira os vídeos do atropelamento

Camila Paulino, repórter do GD

 
 

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