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Acusada de fraude vai à Justiça após tentativa frustrada de comprar Rolex

Acusada de fraude vai à Justiça após tentativa frustrada de comprar Rolex

27/05/2026

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A ex-assessora parlamentar Fabrícia Ferreira Pajanoti entrou na Justiça contra a Nomad, plataforma financeira digital, após tentar comprar um relógio Rolex de 25 mil dólares - cerca de R$ 125 mil - pelo cartão em uma loja de luxo em Miami, nos Estados Unidos, e não conseguir.
Segundo os autos, Fabrícia afirma que o dinheiro foi debitado da sua conta, mas a loja nunca recebeu o valor. O estabelecimento deu uma declaração formal confirmando isso. Ela pediu ajuda à Nomad, mas a empresa respondeu que a análise poderia levar até 90 dias.
Ela então processou a Nomad, pedindo na liminar a devolução dos US$ 25.000,00 em juízo. Além disso, pediu uma indenização pelos danos morais.
A juíza Ana Paula da Veiga, da 3ª Vara Cível de Cuiabá, reconheceu que o dinheiro saiu da conta dela e a loja confirma que não recebeu. Entendeu que a consumidora tem probabilidade de ganhar a causa e que deixar o dinheiro parado com a Nomad por 90 dias causaria prejuízo imediato.
Por isso, a magistrada determinou que a instituição financeira deposite os USD 25.000 em juízo em 5 dias, sob pena de multa de R$ 1 mil por dia.
"Pelo exposto, defiro a tutela de urgência para determinar que a ré proceda ao DEPÓSITO JUDICIAL nestes autos do valor de USD 25.000,00 (vinte e cinco mil dólares americanos), convertido em moeda nacional (Real) pela cotação do câmbio comercial da data do depósito, no prazo de 05 (cinco) dias, sob pena de multa diária que fixo em R$ 1.000,00 (um mil reais)", decidiu a juíza.
O processo vai continuar para decidir se a Nomad deve devolver o dinheiro, dessa vez à autora, e pagar danos morais.
Em 2015, Fabrícia foi uma das investigadas da Operação Dríades, deflagrada pelo GAECO, que desarticulou uma organização criminosa que fraudava o sistema Sisflora da Secretaria de Meio Ambiente (SEMA-MT).

O esquema consistia na emissão e cancelamento de guias florestais para multiplicar créditos de madeira, gerando um rombo de R$ 104,2 milhões. Na época, ela era assessora do ex-deputado estadual Mauro Savi, um dos supostos líderes do suposto grupo criminoso junto do também ex-parlamentar José Riva, e teria oferecido vantagem indevida para que a fraude ocorresse.
O processo sobre o caso segue em andamento.

 

 

AMANDA PAIM
DA REDAÇÃO
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