Ex-deputado é condenado a devolver R$ 1,8 milhão aos cofres públicos por desvio da AL
16/06/2026
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O ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Humberto Bosaipo, foi condenado novamente por corrupção em ação advinda da Operação Arca de Noé. A sentença foi proferida pela juíza Célia Regina Vidotti, da Vara de Ações Coletivas, nesta segunda-feira (15).
A magistrada entendeu que ele liderou, junto com o ex-presidente da Assembleia José Riva, o desvio de R$ 1,8 milhão entre 2000 e 2002.
O Ministério Público apurou que Bosaipo emitiu 49 cheques para a empresa Sandra Oliveira dos Santos – Mercado Xavante. A empresa fantasma tinha sido criada pelos irmãos Quirino justamente para desviar verba da Assembleia. Não houve nenhum serviço prestado em troca.
LEIA TUDO SOBRE O CASO
Bosaipo, os irmãos contadores Joel e José Quirino foram condenados a devolver o valor integral aos cofres públicos. O prejuízo reconhecido pela Justiça é de R$ 1.838.485,72, com ressarcimento solidário entre eles.
José Riva escapou da punição. Ele fechou acordo de colaboração premiada e confessou o esquema do “mensalinho” que funcionava na Assembleia de Mato Grosso. Por isso, a juíza o isentou das penalidades.
Na sentença, a magistrada destacou que mesmo vindo de Riva, um réu colaborador com passado reprovável, o depoimento confirmou os pagamentos por cheques sem contraprestação. Com isso, ficou provado o ato de improbidade administrativa previsto no artigo 10 da Lei 8.429/92.
Agora Bosaipo e os contadores respondem por improbidade e terão que devolver o dinheiro desviado. Riva, por colaborar com as investigações, ficou livre de sanção neste caso.
Operação Arca de Noé
Essa investigação fez parte da Operação Arca de Noé, deflagrada em 5 de dezembro de 2002, pela GAECO e a Polícia Federal, que desarticulou a máfia comandada pelo bicheiro João Arcanjo Ribeiro em Mato Grosso.
A apuração revelou um esquema bilionário que envolvia jogo do bicho, agiotagem, homicídios e corrupção de agentes públicos. As apurações mostraram ramificações profundas na Assembleia Legislativa, onde o ex-presidente José Geraldo Riva, Humberto Bosaipo e outros políticos desviavam recursos públicos por meio de cheques nominais a empresas fantasmas.
Os cheques eram descontados na empresa Confiança Factoring, de Arcanjo, e o dinheiro era usado para despesas pessoais e campanhas eleitorais.
DA REDAÇÃO
A magistrada entendeu que ele liderou, junto com o ex-presidente da Assembleia José Riva, o desvio de R$ 1,8 milhão entre 2000 e 2002.
O Ministério Público apurou que Bosaipo emitiu 49 cheques para a empresa Sandra Oliveira dos Santos – Mercado Xavante. A empresa fantasma tinha sido criada pelos irmãos Quirino justamente para desviar verba da Assembleia. Não houve nenhum serviço prestado em troca.
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Bosaipo, os irmãos contadores Joel e José Quirino foram condenados a devolver o valor integral aos cofres públicos. O prejuízo reconhecido pela Justiça é de R$ 1.838.485,72, com ressarcimento solidário entre eles.
José Riva escapou da punição. Ele fechou acordo de colaboração premiada e confessou o esquema do “mensalinho” que funcionava na Assembleia de Mato Grosso. Por isso, a juíza o isentou das penalidades.
Na sentença, a magistrada destacou que mesmo vindo de Riva, um réu colaborador com passado reprovável, o depoimento confirmou os pagamentos por cheques sem contraprestação. Com isso, ficou provado o ato de improbidade administrativa previsto no artigo 10 da Lei 8.429/92.
Agora Bosaipo e os contadores respondem por improbidade e terão que devolver o dinheiro desviado. Riva, por colaborar com as investigações, ficou livre de sanção neste caso.
Operação Arca de Noé
Essa investigação fez parte da Operação Arca de Noé, deflagrada em 5 de dezembro de 2002, pela GAECO e a Polícia Federal, que desarticulou a máfia comandada pelo bicheiro João Arcanjo Ribeiro em Mato Grosso.
A apuração revelou um esquema bilionário que envolvia jogo do bicho, agiotagem, homicídios e corrupção de agentes públicos. As apurações mostraram ramificações profundas na Assembleia Legislativa, onde o ex-presidente José Geraldo Riva, Humberto Bosaipo e outros políticos desviavam recursos públicos por meio de cheques nominais a empresas fantasmas.
Os cheques eram descontados na empresa Confiança Factoring, de Arcanjo, e o dinheiro era usado para despesas pessoais e campanhas eleitorais.
AMANDA PAIM
DA REDAÇÃO
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