Acusado de matar homem com 10 tiros na cabeça tem julgamento adiado novamente
19/06/2026
A 11ª Vara Criminal de Cuiabá, especializada em Justiça Militar, remarcou para 17 de setembro de 2026 o julgamento de Jean Richard Garcia Lemes. Ele é acusado de ser o responsável pela morte de Cleowerton Oliveira Barbosa, executado com 10 tiros na cabeça em 2016.

O juiz José Mauro Nagib Jorge redesignou o júri para o dia 17/09/2026, às 13h. A sessão anterior foi cancelada após a defesa apresentar atestado médico.
Jean foi pronunciado ao júri em 13 de agosto de 2024. Desde então, a defesa entrou com diversos recursos que fizeram o julgamento ser marcado e desmarcado várias vezes. Agora, quase dois anos depois da pronúncia, ele deve ir a julgamento.
Relembre o crime
Cleowerton Oliveira Barbosa foi morto no dia 10 de setembro de 2016, por volta das 9h30, em uma rua do bairro Novo Milênio, ao lado de uma distribuidora, em Cuiabá. Segundo a denúncia, Jean se aproximou da vítima por trás e disparou 10 vezes, com tiros na cabeça.
A acusação aponta motivo fútil: Cleowerton fumava maconha em uma casa abandonada nos fundos da casa da mãe do réu. Jean teria pedido para ele parar antes e feito ameaças na semana do crime. Moradores e comerciantes da região apontaram Jean como autor dos disparos.
Além do homicídio, ele responde pelas qualificadoras de motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.
O caso ganhou repercussão nacional em setembro de 2023. Durante audiência de instrução, a mãe da vítima, a cabeleireira Sylvia Mirian Tolentino de Oliveira, foi presa após discutir com o juiz Wladymir Perri.
Questionada sobre a presença do acusado, ela disse que ele "não era ninguém" para ela. O juiz pediu respeito. Sylvia rebateu e afirmou que "não estava nem aí". Ao fim da audiência, jogou um copo de plástico e disse ao réu: "da justiça dos homens você escapou, mas da justiça de Deus não escapa". Recebeu voz de prisão na hora.
O vídeo repercutiu nas redes. A Corregedoria Nacional de Justiça abriu reclamação disciplinar contra o juiz. Em abril deste ano, o CNJ arquivou o caso após o TJMT aplicar pena de censura ao magistrado em sindicância interna.
AMANDA PAIM
DA REDAÇÃO
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