'Não temos nada a comemorar, é estarrecedor', diz Pivetta sobre feminicídios
Estado tem 23 feminicídios no ano; mesmo com resolução de todos os casos, governador não se diz satisfeito
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Ao entregar 47 viaturas para a Polícia Militar nesta terça-feira (30), o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) lamentou os índices de feminicídio no Estado. Segundo ele, mesmo com o Estado empreendendo esforços no combate e na prisão aos autores, os números ainda são altos.
"Eu acho que nessa área nós não temos nada para comemorar. E todo mundo sabe que esse tipo de tragédia acontece nos lares, acontece dentro de casa, em lugares que o Estado sequer pode entrar, a não ser para atender ocorrência", explicou.
Desde o início do ano, já são 23 feminicídios registrados no Estado. O último foi a morte Valquíria Araújo Lopes da Silva, 29 anos, morta a tiros pelo próprio marido em Aripuanã.
O governador destacou que o Estado tem adotado ações relevantes em respeito às mulheres e família vulneráveis. "O Estado está empreendendo em inúmeras políticas públicas que beneficiam mulheres jovens, mulheres vulneráveis, mulheres mães solteiras. Nesse programa de habitação popular, 10%, ou seja seis mil casas, serão destinadas a essa população mais vulnerável. Temos programa de incentivo e financiamento também pela Desenvolve MT, mulheres rurais, pequenas produtoras, pequenas empreendedoras, palestras, cursos, qualificação profissional, que nós estamos empreendendo em mais de 50 mil cursos profissionalizantes. O Estado de Mato Grosso tem se esforçado para amenizar essa pauta que nos faz todos a lamentar, a ficar triste", exemplificou.
Sobre a possibilidade do tema ser explorado para criticar a atual gestão na campanha eleitoral deste ano, o governador garante não ter nenhum receio. Ele disse que o Governo tem sido transparente com os fatos e eficiente nas ações.
"O Mato Grosso não tem nada para esconder. Nossos números estão publicados, são transparentes, não tem nenhum caso, nenhum sequer, caso de feminicídio que não tenha sido esclarecido, que o autor não esteja preso, não tenha sido preso pelas nossas forças de segurança. Nós não temos nenhuma dificuldade em explicar, em debater o tema, só é um tema que nós lamentamos muito, porque pelo que o Mato Grosso faz, nós não poderíamos ter um número tão grande, esse ano já se foram 23 mulheres. Isso é realmente estarrecedor".
Para ele, contudo, o sofrimento das famílias que perderam entes queridas não deve ser explorada com intuito político-eleitoral. "Todo discurso fácil merece repúdio e é isso que nós estamos querendo dizer aqui", assinalou.
AMANDA PAIM
DA REDAÇÃO
"Eu acho que nessa área nós não temos nada para comemorar. E todo mundo sabe que esse tipo de tragédia acontece nos lares, acontece dentro de casa, em lugares que o Estado sequer pode entrar, a não ser para atender ocorrência", explicou.
Desde o início do ano, já são 23 feminicídios registrados no Estado. O último foi a morte Valquíria Araújo Lopes da Silva, 29 anos, morta a tiros pelo próprio marido em Aripuanã.
O governador destacou que o Estado tem adotado ações relevantes em respeito às mulheres e família vulneráveis. "O Estado está empreendendo em inúmeras políticas públicas que beneficiam mulheres jovens, mulheres vulneráveis, mulheres mães solteiras. Nesse programa de habitação popular, 10%, ou seja seis mil casas, serão destinadas a essa população mais vulnerável. Temos programa de incentivo e financiamento também pela Desenvolve MT, mulheres rurais, pequenas produtoras, pequenas empreendedoras, palestras, cursos, qualificação profissional, que nós estamos empreendendo em mais de 50 mil cursos profissionalizantes. O Estado de Mato Grosso tem se esforçado para amenizar essa pauta que nos faz todos a lamentar, a ficar triste", exemplificou.
Sobre a possibilidade do tema ser explorado para criticar a atual gestão na campanha eleitoral deste ano, o governador garante não ter nenhum receio. Ele disse que o Governo tem sido transparente com os fatos e eficiente nas ações.
"O Mato Grosso não tem nada para esconder. Nossos números estão publicados, são transparentes, não tem nenhum caso, nenhum sequer, caso de feminicídio que não tenha sido esclarecido, que o autor não esteja preso, não tenha sido preso pelas nossas forças de segurança. Nós não temos nenhuma dificuldade em explicar, em debater o tema, só é um tema que nós lamentamos muito, porque pelo que o Mato Grosso faz, nós não poderíamos ter um número tão grande, esse ano já se foram 23 mulheres. Isso é realmente estarrecedor".
Para ele, contudo, o sofrimento das famílias que perderam entes queridas não deve ser explorada com intuito político-eleitoral. "Todo discurso fácil merece repúdio e é isso que nós estamos querendo dizer aqui", assinalou.
GILSON NASSER
AMANDA PAIM
DA REDAÇÃO
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