Mulher espancada por vereador com chave de roda é exonerada e denuncia "pressão"
14/07/2026
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D.S.A., mulher que foi espancada com uma chave de rodas pelo vereador Júnior Chaveiro (PL), em Barra do Bugres (a 166 km de Cuiabá), entrou com ação na Justiça nesta segunda-feira (13), afirmando que foi exonerada da Câmara Municipal de Vereadores após sofrer "pressão", e pediu a anulação do ato e reintegração ao cargo.
A mulher alega que foi demitida após ser pressionada para que restabelecesse as medidas protetivas contra Júnior Chaveiro, que está preso por violência doméstica. Ela havia pedido a revogação das medidas após a prisão do agressor.
Na petição, a autora ainda pede o pagamento dos salários retroativos desde 1º de junho de 2026, data da exoneração. Como pedido alternativo, solicita o reconhecimento da estabilidade provisória prevista na Lei Maria da Penha para mulheres vítimas de violência doméstica.
LEIA TUDO SOBRE O CASO
De acordo com o processo, D.S.A. trabalhava na Câmara do município desde fevereiro de 2025, nomeada como Coordenadora Administrativa.
Em 19 de abril de 2026, por volta das 4h30 da madrugada, após ingerir bebida alcoólica, ela foi à casa do namorado, presidente da Câmara, vereador Laércio Norberto Junior. Depois de uma discussão, o casal entrou em vias de fato e foi conduzido à delegacia, o que gerou o boletim de ocorrência. Após registrar a ocorrência que levou à prisão do vereador, ela deidiu pedir a revogação das medidas protetivas.
A partir daí, ela afirma ter passado a sofrer constrangimentos dentro da Casa de Leis. Segundo a ação, vereadores tiveram acesso a informações do processo e a presidente da Câmara teria condicionado a permanência dela no cargo à renovação das medidas protetivas e à confirmação dos fatos na Procuradoria da Mulher. Diante da recusa, ela foi exonerada.
Para a defesa, houve desvio de finalidade no ato administrativo. A ex-servidora classifica a demissão como “assédio moral institucional” e revitimização.
Júnior Chaveiro segue preso preventivamente por determinação judicial no caso de violência doméstica.
Relembre o caso
Laércio é acusado de enforcar e agredir a companheira na madrugada de 19 de abril, em Barra do Bugres (177 km de Cuiabá). Ele foi preso no dia 25 de abril, em um residencial no bairro Porto, na Capital, uma semana após o crime.
Segundo os autos, ele desferiu golpes na cabeça e nas pernas da vítima, mordeu, tentou sufocá-la e a ameaçou de morte. A vítima relatou agressões anteriores, incluindo perfuração na perna com chave de rodas.
Após denúncia da Procuradoria da Mulher da Câmara de Barra do Bugres, que protocolou pedido formal, o parlamentar foi destituído do cargo de presidência da Casa.
DA REDAÇÃO
A mulher alega que foi demitida após ser pressionada para que restabelecesse as medidas protetivas contra Júnior Chaveiro, que está preso por violência doméstica. Ela havia pedido a revogação das medidas após a prisão do agressor.
Na petição, a autora ainda pede o pagamento dos salários retroativos desde 1º de junho de 2026, data da exoneração. Como pedido alternativo, solicita o reconhecimento da estabilidade provisória prevista na Lei Maria da Penha para mulheres vítimas de violência doméstica.
LEIA TUDO SOBRE O CASO
De acordo com o processo, D.S.A. trabalhava na Câmara do município desde fevereiro de 2025, nomeada como Coordenadora Administrativa.
Em 19 de abril de 2026, por volta das 4h30 da madrugada, após ingerir bebida alcoólica, ela foi à casa do namorado, presidente da Câmara, vereador Laércio Norberto Junior. Depois de uma discussão, o casal entrou em vias de fato e foi conduzido à delegacia, o que gerou o boletim de ocorrência. Após registrar a ocorrência que levou à prisão do vereador, ela deidiu pedir a revogação das medidas protetivas.
A partir daí, ela afirma ter passado a sofrer constrangimentos dentro da Casa de Leis. Segundo a ação, vereadores tiveram acesso a informações do processo e a presidente da Câmara teria condicionado a permanência dela no cargo à renovação das medidas protetivas e à confirmação dos fatos na Procuradoria da Mulher. Diante da recusa, ela foi exonerada.
Para a defesa, houve desvio de finalidade no ato administrativo. A ex-servidora classifica a demissão como “assédio moral institucional” e revitimização.
Júnior Chaveiro segue preso preventivamente por determinação judicial no caso de violência doméstica.
Relembre o caso
Laércio é acusado de enforcar e agredir a companheira na madrugada de 19 de abril, em Barra do Bugres (177 km de Cuiabá). Ele foi preso no dia 25 de abril, em um residencial no bairro Porto, na Capital, uma semana após o crime.
Segundo os autos, ele desferiu golpes na cabeça e nas pernas da vítima, mordeu, tentou sufocá-la e a ameaçou de morte. A vítima relatou agressões anteriores, incluindo perfuração na perna com chave de rodas.
Após denúncia da Procuradoria da Mulher da Câmara de Barra do Bugres, que protocolou pedido formal, o parlamentar foi destituído do cargo de presidência da Casa.
AMANDA PAIM
DA REDAÇÃO
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